Título
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Final Fantasy II (Dawn of Souls)
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Série
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Final Fantasy
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Gênero(s)
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RPG
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Console(s)
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Gameboy Advance
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Publisher
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Nintendo
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Desenvolvedora
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Square-Enix
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Rank pessoal
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5.4/12
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Personagem
favorito
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Firion
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Modo
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SP
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Inimigo mais
difícil
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Imp
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Ano de
lançamento
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1988/2004
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Ano jogado
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2012
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Dificuldade
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Média
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A segunda parte da coletânea, ou
seja, o segundo jogo da série Final Fantasy, já não é tão promissora quanto a
primeira. Enquanto o primeiro jogo mantinha uma ideia de simplicidade que se
espalhava em todas as suas características, o segundo mudou para uma forma mais
próxima dos jogos futuros da série, adicionando mais complexidade no pequeno
universo que é diverso para cada título Final Fantasy. A começar, os personagens
ganharam nomes (embora alteráveis) e rostos, além de uma pitada de
personalidade (adicionando ao final da receita uma gota de respeito pelos
mortos). O jogo conserva o padrão de quatro personagens na equipe, mas varia um
pouco em quais estão nela no momento. Final Fantasy Original tinha apenas
quatro personagens ao longo de todo o jogo, enquanto Final Fantasy II possui o
dobro. Em alguns momentos o jogo larga o jogador com apenas três personagens,
os três fixos, enquanto aos poucos insere e retira o quarto membro da equipe.
Essas mudanças de personagens
acontecem de acordo com a história, e em algum momento o quarto membro irá
morrer ou desaparecer do jogo para dar lugar a Leon, o irmão de Maria que sumiu
no começo da aventura. Leon se torna o último personagem da equipe, o
definitivo para a última dungeon. Em outros jogos, este personagem entraria em
algum nível avançado, com equipamentos poderosos e habilidades (ou magias)
devastadoras. Porém em Final Fantasy II, todos os personagens que entram na
história dividem algumas coisas em comum, desde o começo, que são suas
habilidades iniciais (com exceção de Minwu, o “mago branco”).
Final Fantasy II não possui o
sistema de níveis de personagem, o jogo funciona de forma que cada habilidade
(atributos como força, agilidade, hit points e magic points) do personagem
precisa ser forjada a ferro e sangue ao longo da jornada. Essas habilidades
crescem com o uso, o HP sobe se o personagem apanhar um bocado de vezes, a
força sobe se o mesmo atacar diversas vezes com uma arma, e por aí vai. Isto
torna o crescimento dos personagens quase ilimitado, mas a um custo alto demais
(tempo de jogo e entendimento claro do processo de evolução). Além das
habilidades físicas dos personagens, ainda é necessário treinar sua habilidade
com cada arma que o personagem for usar e cada magia existente no jogo a partir
do nível 1.
É aí que se encontra o maior
problema no jogo, cada personagem novo que entra na equipe (e isso inclui Leon
ao final do jogo) tem suas habilidades praticamente zeradas. Possuem
quantidades diferentes de HP, mas o MP sempre começa em 5, na maioria das vezes
as habilidades mágicas vem em níveis baixos ou sequer as possuem, e as
habilidades com armas se limitam a uma arma e um escudo, caso o personagem
tenha alguma habilidade. Isso força o jogador a ter que treinar cada personagem
do zero toda vez que o jogo faz essas mudanças e, em alguns momentos, o
personagem é demasiado fraco pra dungeon que aparece.
Final Fantasy II é um jogo de
esforço, por assim dizer. E seus mecanismos de evolução fazem os personagens
crescerem completamente aleatórios, tornando quase irreconhecíveis com suas
aparências originais no jogo (como, por exemplo, a grande chance de Guy, o
“parrudão” do jogo se tornar um usuário mágico muito mais eficiente que a
“mocinha” Maria).
Mesmo que o jogo lhe diga que
precisa usar muitas vezes certa habilidade para que seu número aumente, ainda é
incerto a um jogador não iniciado nas estratégias de FF2 atingir níveis altos o
bastante para fechar o jogo. Apesar da força onipotente da Bloody Sword (melhor
arma do jogo contra os últimos chefes), o desafio de FF2 não se encontra nos
chefes, mas em alguns inimigos terrivelmente chatos. Caso o jogador não tenha
aprendido a fortalecer devidamente seus personagens, o seu pior inimigo pode
vir a ser um simples vampiro, um cavaleiro negro ou um imp maldito (e
provavelmente mesmo com a devida força, esses inimigos ainda darão mais dor de
cabeça que o Imperador).
Aos iniciados nessas estratégias
de evolução, estes saberão o quão ilógicas são as técnicas de fortalecimento.
Em muitos momentos os personagens precisam lutar contra eles mesmos, mirando em
seus companheiros ou em si mesmo, forçando o HP a descer, o MP a zerar, a usar
fogo, gelo, trovão e qualquer outro livro disposto a evoluir e deixando os
inimigos vivos e intocados por alguns turnos.
Quanto aos gráficos e efeitos
sonoros, são praticamente iguais aos do primeiro jogo. As músicas variam em
qualidade também, porém as mais memoráveis são o tema dos rebeldes e o tema
geral do jogo (o último, em minha opinião, um dos melhores de toda a série
Final Fantasy).
Apesar de simples, o enredo do
jogo é um pouco mais detalhado que o Original e trata de um imperador
(conhecido como Imperador) que domina quase todo o planeta nos primeiros dois
minutos de jogo. O papel dos heróis é reverter esta história, como um pequeno
grupo de rebeldes que sequer possuem a confiança da rainha de seu reino (no
começo perdido), todos refugiados numa península como última terra ainda livre.
Durante a evolução da história o vilão reveza entre o Imperador e Leon, o irmão
de Maria, até que finalmente o mundo é salvo de ser unido ao reino das sombras.
Final Fantasy II possui pontos
positivos e negativos como todo jogo, mas, se o jogador souber como a confusão
das batalhas funciona e tiver uma paciência grande o bastante, o jogo pode se
mostrar tão divertido quanto o primeiro (ou quase isso). Aos que não entenderem
a lógica interna dessa segunda versão, que Deus os salve.
Comentários extras:
- A magia Ultima tem a sua versão neste jogo como uma das mais fracas (se não a mais fraca) em toda a série, podendo ser facilmente substituída por outra técnica ofensiva.
- Akitoshi Kawazu, um dos designers do jogo, também trabalha na série de jogos SaGa e incorpora muitas de suas ideias usadas em Final Fantasy II nos seus novos projetos.
Fonte da imagem: gamershell.com

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