sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Final Fantasy I & II: Dawn of Souls (parte 2)



Título
Final Fantasy II (Dawn of Souls)
Série
Final Fantasy
Gênero(s)
RPG
Console(s)
Gameboy Advance
Publisher
Nintendo
Desenvolvedora
Square-Enix
Rank pessoal
5.4/12
Personagem favorito
Firion
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Imp
Ano de lançamento
1988/2004
Ano jogado
2012
Dificuldade
Média


    A segunda parte da coletânea, ou seja, o segundo jogo da série Final Fantasy, já não é tão promissora quanto a primeira. Enquanto o primeiro jogo mantinha uma ideia de simplicidade que se espalhava em todas as suas características, o segundo mudou para uma forma mais próxima dos jogos futuros da série, adicionando mais complexidade no pequeno universo que é diverso para cada título Final Fantasy. A começar, os personagens ganharam nomes (embora alteráveis) e rostos, além de uma pitada de personalidade (adicionando ao final da receita uma gota de respeito pelos mortos). O jogo conserva o padrão de quatro personagens na equipe, mas varia um pouco em quais estão nela no momento. Final Fantasy Original tinha apenas quatro personagens ao longo de todo o jogo, enquanto Final Fantasy II possui o dobro. Em alguns momentos o jogo larga o jogador com apenas três personagens, os três fixos, enquanto aos poucos insere e retira o quarto membro da equipe.
    Essas mudanças de personagens acontecem de acordo com a história, e em algum momento o quarto membro irá morrer ou desaparecer do jogo para dar lugar a Leon, o irmão de Maria que sumiu no começo da aventura. Leon se torna o último personagem da equipe, o definitivo para a última dungeon. Em outros jogos, este personagem entraria em algum nível avançado, com equipamentos poderosos e habilidades (ou magias) devastadoras. Porém em Final Fantasy II, todos os personagens que entram na história dividem algumas coisas em comum, desde o começo, que são suas habilidades iniciais (com exceção de Minwu, o “mago branco”).
    Final Fantasy II não possui o sistema de níveis de personagem, o jogo funciona de forma que cada habilidade (atributos como força, agilidade, hit points e magic points) do personagem precisa ser forjada a ferro e sangue ao longo da jornada. Essas habilidades crescem com o uso, o HP sobe se o personagem apanhar um bocado de vezes, a força sobe se o mesmo atacar diversas vezes com uma arma, e por aí vai. Isto torna o crescimento dos personagens quase ilimitado, mas a um custo alto demais (tempo de jogo e entendimento claro do processo de evolução). Além das habilidades físicas dos personagens, ainda é necessário treinar sua habilidade com cada arma que o personagem for usar e cada magia existente no jogo a partir do nível 1.
    É aí que se encontra o maior problema no jogo, cada personagem novo que entra na equipe (e isso inclui Leon ao final do jogo) tem suas habilidades praticamente zeradas. Possuem quantidades diferentes de HP, mas o MP sempre começa em 5, na maioria das vezes as habilidades mágicas vem em níveis baixos ou sequer as possuem, e as habilidades com armas se limitam a uma arma e um escudo, caso o personagem tenha alguma habilidade. Isso força o jogador a ter que treinar cada personagem do zero toda vez que o jogo faz essas mudanças e, em alguns momentos, o personagem é demasiado fraco pra dungeon que aparece.
    Final Fantasy II é um jogo de esforço, por assim dizer. E seus mecanismos de evolução fazem os personagens crescerem completamente aleatórios, tornando quase irreconhecíveis com suas aparências originais no jogo (como, por exemplo, a grande chance de Guy, o “parrudão” do jogo se tornar um usuário mágico muito mais eficiente que a “mocinha” Maria).
    Mesmo que o jogo lhe diga que precisa usar muitas vezes certa habilidade para que seu número aumente, ainda é incerto a um jogador não iniciado nas estratégias de FF2 atingir níveis altos o bastante para fechar o jogo. Apesar da força onipotente da Bloody Sword (melhor arma do jogo contra os últimos chefes), o desafio de FF2 não se encontra nos chefes, mas em alguns inimigos terrivelmente chatos. Caso o jogador não tenha aprendido a fortalecer devidamente seus personagens, o seu pior inimigo pode vir a ser um simples vampiro, um cavaleiro negro ou um imp maldito (e provavelmente mesmo com a devida força, esses inimigos ainda darão mais dor de cabeça que o Imperador).
    Aos iniciados nessas estratégias de evolução, estes saberão o quão ilógicas são as técnicas de fortalecimento. Em muitos momentos os personagens precisam lutar contra eles mesmos, mirando em seus companheiros ou em si mesmo, forçando o HP a descer, o MP a zerar, a usar fogo, gelo, trovão e qualquer outro livro disposto a evoluir e deixando os inimigos vivos e intocados por alguns turnos.
    Quanto aos gráficos e efeitos sonoros, são praticamente iguais aos do primeiro jogo. As músicas variam em qualidade também, porém as mais memoráveis são o tema dos rebeldes e o tema geral do jogo (o último, em minha opinião, um dos melhores de toda a série Final Fantasy).
    Apesar de simples, o enredo do jogo é um pouco mais detalhado que o Original e trata de um imperador (conhecido como Imperador) que domina quase todo o planeta nos primeiros dois minutos de jogo. O papel dos heróis é reverter esta história, como um pequeno grupo de rebeldes que sequer possuem a confiança da rainha de seu reino (no começo perdido), todos refugiados numa península como última terra ainda livre. Durante a evolução da história o vilão reveza entre o Imperador e Leon, o irmão de Maria, até que finalmente o mundo é salvo de ser unido ao reino das sombras.
    Final Fantasy II possui pontos positivos e negativos como todo jogo, mas, se o jogador souber como a confusão das batalhas funciona e tiver uma paciência grande o bastante, o jogo pode se mostrar tão divertido quanto o primeiro (ou quase isso). Aos que não entenderem a lógica interna dessa segunda versão, que Deus os salve.

Comentários extras:



  •          A magia Ultima tem a sua versão neste jogo como uma das mais fracas (se não a mais fraca) em toda a série, podendo ser facilmente substituída por outra técnica ofensiva.
  •          Akitoshi Kawazu, um dos designers do jogo, também trabalha na série de jogos SaGa e incorpora muitas de suas ideias usadas em Final Fantasy II nos seus novos projetos.

 Fonte da imagem: gamershell.com



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