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Título
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Lost
Odyssey
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Série
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Nenhuma
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Gênero(s)
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JRPG
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Console(s)
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XBOX 360
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Publisher
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Microsoft Game Studios
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Desenvolvedora
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Mistwalker
Feelplus
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Rank
pessoal
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8.2/12
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Personagem
favorito
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Jansen Friedh
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Immortal
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Ano de
lançamento
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2008
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Ano
jogado
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2012
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Dificuldade
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Média alta
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Lost
Odyssey pode parecer um título desconhecido no meio dos grandes lançamentos da
geração atual, mas ele possui um nome de peso vinculado a ele, pelo menos para
os fãs de RPG. Lost Odyssey teve como produtor o criador da famosa série Final
Fantasy, Hironobu Sakaguchi, é seu terceiro jogo após sair da Square-Enix e
montar sua própria empresa, Mistwalker.
Lost
Odyssey, portanto, divide vários elementos em comum com a série Final Fantasy,
um bocado das ideias usadas no novo jogo de Sakaguchi tiveram origem nos anos
de trabalho na Square, como divisão dos elementos mágicos nas categorias branca
e preta, habilidades vinculadas a classes (embora nesse jogo não seja tão
visível quanto em outros jogos do tipo) e a possibilidade de customizar as
técnicas que seus personagens terão (bom, nem todos, mas os mais legais pelo
menos). Apesar disso, Lost Odyssey também jogou algumas ideias novas que o
destacam um pouco da série Final Fantasy (mas nem tanto assim, ao jogá-lo,
provavelmente terá a sensação de estar jogando um FF). O mais importante que
separa Lost Odyssey da série que o inspirou é a liberdade de temas mais
distantes do padrão japonês e personagens mais adultos.
Falando
em personagens mais adultos, o certo é dizer que são personagens velhos, muito
velhos. Os mais velhos personagens jogáveis vistos no mundo dos jogos nos
últimos tempos (e talvez em todos os tempos). Quatro personagens do elenco de
Lost Odyssey (e o vilão) têm mais de mil anos de existência naquele mundo, e
não é como se qualquer pessoa pudesse chegar à idade tão avançada, apenas
alguns poucos selecionados possuem essa dádiva (ou maldição, como o jogo gosta
de enfatizar). Embora com suas idades de três dígitos, os heróis e vilões de
Lost Odyssey são aparentemente jovens, nenhuma ruga ou cabelo branco, são
jovens como heróis costumam ser (e creio que quase sempre o serão). Mas não tão
jovens quanto o público japonês aprecia. A maior parte dos personagens tem um
rosto mais sério e parece já estar chegando à casa dos trinta (principalmente o
protagonista, Kaim). As mulheres são mais joviais, obviamente. Essa pequena
mudança faz o título se afastar até mesmo dos outros projetos da Mistwalker.
Lost
Odyssey possui uma história interessante dentro de sua temática. Foca-se na
história de Kaim Argonar, um mercenário imortal de mais de mil anos, e quando
se diz imortal, bom, é bem por aí mesmo. Kaim simplesmente não pode morrer,
logo na abertura do jogo, Kaim é jogado sozinho entre as linhas inimigas numa
grande batalha, com soldados e máquinas espalhados para todos os lados. Kaim
destrói tudo que está ao seu alcance e vislumbra a batalha com um olhar
perdido, até que o seja lá qual fosse a situação do encontro dos dois exércitos
mudasse drasticamente, e nenhum dos lados ganhou. Um meteoro subitamente desce
do céu e destrói completamente todos aqueles que se encontravam na luta, exceto
Kaim.
Se
já não fosse o bastante saber de sua imortalidade, Kaim passa a ser conhecido
pelas forças aliadas e inimigas como um imortal, mas não o único. Seth Balmore
logo é apresentada ao mercenário também como uma imortal e ambos são chamados
pelo seu atual superior, Gongora, outro imortal e vilão de Lost Odyssey. Kaim,
Seth, Ming e Sarah, os imortais do jogo, dividem algumas características em
comum. Além da mais óbvia que é a grande habilidade de não morrerem – embora
você ainda possa ser destruído nas batalhas e preencher a tela com um
nostálgico “game over” – nenhum destes personagens se recordam de seu passado.
A odisseia perdida pelos imortais é o tema principal do jogo, no qual suas
aventuras e esforços para recuperarem as memórias se misturam com a trama do
jogo e os objetivos de Gongora.
Lost
Odyssey é um jogo grande e requer muito tempo para ser finalizado. Possui
quatro discos que demoram de 10 a 15 horas para serem finalizados cada (ou
mais, se o jogador realmente quiser fazer todas as side quests disponíveis no
momento). Grande parte deste tempo é devido a distância entre os save points, e
em algumas dungeons mais avançadas, o jogador é incapaz de avançar no jogo se
não conseguir dedicar de duas a quatro horas de jogo seguidas (grande número de
lutas, lutas demoradas e difíceis, puzzles em dungeons, etc). Para compensar isso,
Lost Odyssey reduziu a chance de encontro com os inimigos drasticamente,
permitindo o jogador a dar muito mais passos antes de esbarrar com um inimigo
do que visto na maioria dos RPGs. E para as lutas não cansarem demais, o jogo
não exige nenhum grind explícito, uma
vez que o nível dos monstros e dos personagens é que decide qual percentual de
experiência adquirido na luta. Sempre que o jogador atinge um novo ponto no
mapa, para passar os primeiros níveis no novo mapa é necessário de 1 a 2 lutas
apenas. Dependendo da região, os personagens ganham 1 nível por luta durante 5
ou 6 lutas seguidas, ou até mais.
A
única exigência de treino, no entanto, é para conseguir novas habilidades. O
jogo é dividido claramente em duas classes, mortais e imortais. Personagens
mortais possuem suas próprias características (uma classe implícita embutida
neles) e ganham novas habilidades conforme passam de nível. Por exemplo, o mago
negro do jogo, Jansen Friedh, aprende as magias negras do jogo de nível 1 ao 8
conforme passa de nível (e brancas até o nível 2). Mesmo personagens magos
possuem habilidades não mágicas também. Os imortais não possuem nenhuma
habilidade nativa, e precisam aprender com os mortais suas habilidades para
fazer uso próprio. Após aprender uma habilidade (que também podem ser obtidas
via acessórios), basta equipar a habilidade para usá-la. O número de
habilidades que um imortal pode usar é inicialmente muito limitado e ao longo
do jogo aumenta com o uso dos slot seeds.
Lost Odyssey possui uma grande quantidade de habilidades e elas fazem diferença
em algumas das lutas mais difíceis do jogo.
Por
causa de seu sistema diferenciado, Lost Odyssey consegue prever em qual nível
um jogador deve se encontrar no momento em que luta com um dado chefe,
portanto, as lutas contra os chefes quase sempre são desafiadoras,
principalmente para quem joga pela primeira vez. Muitas lutas também não
dependem somente de bater o mais forte possível até zerar o HP do inimigo.
Lutas contra chefes possuem condições bem específicas e variam de chefe pra
chefe. Em algumas lutas você deve proteger seus personagens (que podem até
estar sendo controlados pelo inimigo), ou sobreviver um número de turnos contra
um exército que ataca furiosamente com infantaria na sua frente e arqueiros
inalcançáveis por trás, acertando seu time inteiro com flechas todos os turnos.
Lutas contra chefes que envenenam seus personagens a cada golpe, lutas contra
chefes que fogem se não vencê-los no tempo limite, lutas com chefes de todos os
tipos.
Além
das magias clássicas brancas e negras, o jogo inclui também as categorias
espirituais (magias em geral de buff/debuff, sombra e efeitos variados) e de
composição (que misturam efeitos de mais de uma magia em combinações do tipo:
branca-branca, branca-negra, negra-negra e também magias de efeito em área). O
jogo também dá a oportunidade ao jogador criar seus próprios equipamentos. Em
Lost Odyssey os personagens apenas equipam uma arma, um anel e alguns
acessórios. Os anéis podem ser criados livremente pelo jogador por meio de
coleta de itens diversos que caem dos monstros. Anéis podem ser de 1 a 3
efeitos específicos e em 3 níveis de intensidade.
Falando
em composição, Lost Odyssey teve sua trilha sonora composta pelo famoso
compositor das músicas de Final Fantasy, Nobuo Uematsu. A trilha sonora do jogo
varia bastante, com algumas músicas épicas e outras não tão interessantes, mas
no todo, é uma boa trilha sonora, principalmente em algumas músicas de batalha
e as usadas nas cenas que contam o passado.
O
passado dos personagens em Lost Odyssey também é contado de maneira diferente.
Os elementos chave do desenvolvimento do enredo são mostrados em cutscenes e em
diálogos no ramo principal do jogo, para que o jogador não perca detalhes do
que realmente importa. Todos os outros anos de vida dos imortais, que poderiam
ficar completamente perdidos nesse tipo de narrativa, são devidamente guardados
em capítulos a parte do jogo e podem ser obtidos por meio de situações que
despertem a memória do personagem, principalmente de Kaim. Esses capítulos,
chamados de A Thousand Years of Dreams
(Mil Anos de Sonhos), são apresentados ao jogador no formato de um livro
interativo. Páginas com um fundo discreto, na maioria das vezes, coberto de
textos detalhados e narrados como um livro, acompanhado de uma música de fundo
em geral calma para dar a atmosfera ideal. Cada capítulo é longo e não podem
ser salvos em qual página o jogador pausou sua leitura, mas podem ser pulados
completamente no momento em que são despertados e acessados mais tarde quando o
jogador quiser (sempre que dorme num hotel o jogo lista os sonhos disponíveis,
essa opção também se encontra na tela inicial do jogo e no menu interno do
jogo). As histórias dos capítulos não são interligadas e mostram apenas alguns
pontos da vida eterna de Kaim, sem nunca mencionar qual idade ele tinha quando
viveu cada uma das histórias. Para quem gosta de uma boa leitura, esses
capítulos são um prato cheio.
Apesar
de seus pequenos problemas e a necessidade de grande tempo de dedicação, Lost
Odyssey é um ótimo jogo feito nos moldes dos RPGs tradicionais com algumas
ideais novas. Qualquer fã da série Final Fantasy ou fãs dos jogos de Sakaguchi
deveria dar uma olhada nesse título, nem que por curiosidade, quem sabe também não
descobrindo os segredos por trás dessa odisseia perdida.
Comentários extras:
- Hironobu Sakaguchi é o responsável pelo enredo do jogo, mas os Mil Anos de Sonhos foi escrito por outra pessoa, Kiyoshi Shigematsu.
- Lost Odyssey divide elementos comuns com outros jogos feitos pela Mistwalker, como o nome das magias e a presença das criaturas Kelolon.
- Diferente da maioria dos RPGs japoneses, Lost Odyssey conta apenas com duas crianças jogáveis e, mesmo assim, não possuem um desempenho em batalha tão crucial quanto na maioria das outras mídias.
- Lost Odyssey contempla uma opção de new game+.
Imagem: cheksa.com

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