terça-feira, 24 de setembro de 2013

Músicas de RPG 05 - Illusion of Gaia: Signs of the Past

Última postagem do mês, que aliás, foi mais agitado do que eu imaginei. A série Músicas de RPG foi iniciada com o intuito de movimentar mais o blog e, de fato, conseguiu. Minha intenção era ter postagens regulares duas vezes por mês e, agora, vejo que posso ter de seis a sete.

Illusion of Gaia é um RPG que, ao terminado, me impressionou bastante pela forma como sua história é contada. Esse jogo terá uma review (ou artigo, conforme preferirem chamar) completa futuramente no blog.


Jogo: Illusion of Gaia
Sistema: Super Nintendo
Ano: 1993
Compositor: Yasuhiro Kawasaki

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Silva Saga



Título
Silva Saga
Série
Silva Saga
Gênero(s)
RPG
Console
Nintendo Entertainment System
Publisher
Seta Corporation
Desenvolvedora
Yuto Ramon
Rank pessoal
3.1/12
Personagem favorito
Nenhum
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Nenhum
Ano de lançamento
1992
Ano jogado
2012
Dificuldade
Baixa


    Silva Saga é um daqueles JRPGs antigos imersos em influência da série Dragon Quest. A inspiração que o jogo teve em Dragon Quest foi tão grande que pouco restou de original em Silva Saga. A interface baseada em menu para realizar qualquer ação é idêntica à encontrada em DQ, e o sistema de batalha também não foge das regras estabelecidas pela franquia de RPGs mais aclamada no Japão na época (e por muito tempo após o NES). Apenas os gráficos apresentados por Silva Saga superam a apresentação visual de seu inspirador.
    A história em Silva Saga também não se distancia muito da fantasia medieval consagrada nas décadas de 80 e 90, onde o herói (cujo nome o jogador escolhe) é aquele destinado a ser o guerreiro da luz, aquele que salvará o mundo do vilão: Zolde, que é filho de um vilão ainda maior, Zuhl, que sequer aparece no jogo. O herói sem nome é neto do antigo guerreiro da luz e, para seguir os passos de seu avô, deve juntar os equipamentos da luz e erradicar o mau do mundo. O que talvez o herói não soubesse, é que suas companhias para esta aventura seriam tão numerosas. Silva Saga possui uma característica muito diferente em comparação a outros jogos do gênero, em Silva Saga, o número de companheiros que o herói conhece em sua jornada é muito superior ao limite de três membros por equipe que o jogo permite (nos moldes de Dragon Quest 2, por sinal).
    Não é como se o jogador tivesse a liberdade de trocar os companheiros do herói quando quisesse ou a oportunidade de treinar cada um destes como quiser. O jogo possui apenas três classes de personagens: o herói (que jamais muda, claro), o guerreiro e o mago. As duas últimas classes nunca saem do lugar e o jogo, uma vez que lhe tenha dado um de cada, não lhe deixa sozinho de novo. Acontece que Silva Saga faz com que seu novo companheiro lute com o seu atual companheiro da mesma classe, sempre forçando o jogador a trocar o velho pelo novo. Durante a luta, o jogo apresenta a ficha de ambos os personagens em comparação, geralmente com o novo personagem estando em melhores condições (por uma diferença mínima). Esse ritual acontece tantas vezes que você se pergunta o que o jogo realmente queria com aquilo, uma vez que nenhum motivo de troca é realmente coerente.
    Entre as mudanças de membros e visitas entre as cidades sem um mapa para se guiar, Silva Saga apresenta inimigos fáceis e personagens que passam de nível numa velocidade anormal para os padrões do NES (e de muitos RPGs até hoje). O jogo praticamente não exige treinamento, uma vez que seus personagens atingirão o nível necessário para destruir os chefes apenas por caminharem direto para o seu próximo destino. Essa mudança de ritmo faz sentido quando se pensa que o jogo lhe dá a opção de jogar com três equipes distintas de personagens. A primeira já foi mencionada, e é a equipe do herói. Além desta, também há uma equipe montada com ídolos encontrados no jogo. Existem ídolos de vários elementos e cada um possui sua própria habilidade, ídolos não são controlados pelo jogador e apenas lutam usando magias. O último grupo é de mercenários que podem ser contratados pelo jogador e lutam apenas com golpes físicos. Os mercenários pelo menos podem ser equipados com os mesmos itens que os heróis e apresentam um desempenho pouco melhor nas lutas que os ídolos, porém ambos os grupos são praticamente inúteis no jogo.
    Silva Saga não é um RPG que apresenta grande desafio em lutas, apenas deixa o jogador perdido para onde seguir já que há poucas informações sobre o próximo destino (comum para RPGs da época). O jogo possui poucas músicas e ainda menos que inspirem o jogador a permanecer no jogo. Por fim, Silva Saga garante pouco entretenimento para seu jogador e sua falta de inovações para a época o torna um título regular com poucas chances de competir com os clássicos concorrentes do seu período.

Comentários extras:



  • ·         Silva Saga deixa uma brecha gigantesca para sua continuação, Silva Saga 2.
  • ·         Silva Saga é a continuação de Minelvaton Saga, um RPG lançado somente no Japão ainda mais obscuro.
  • ·         Os ídolos podem ser fundidos para gerar novos, no mesmo estilo da fusão na série Megami Tensei, exceto pelo fato de praticamente não mudarem nada.
  • ·         O sistema de dia/noite de Silva Saga possui impacto direto na evolução do jogo, exigindo que o jogador entre em determinados templos em horas exatas (não especificadas pelo jogo).
  • ·         As magias no jogo tem pouca utilidade. Os chefes e inimigos mais poderosos tem alta esquiva contra magias, além de o dano ser fixo e baixo comparado aos ataques físicos do herói do ou guerreiro em níveis mais altos. Em Silva Saga, apenas as técnicas de cura e de transporte valem a pena.
  
Fonte da imagem: gamefaqs

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Músicas de RPG 04 - Fire Emblem: Blazing Sword: Loyalt ~ Hector's Theme

Quarta entrada na lista. Até o momento a presença dos jogos lançados para um console da Nintendo tá dominando a lista. Espero que isso mude um pouco no futuro.
O sétimo jogo da série Fire Emblem, Blazing Sword (também conhecido como Rekka no Ken e qualquer variante de espada de fogo no inglês) foi o primeiro jogo a ser localizado oficialmente no ocidente, e por isso também pode ter o nome somente de Fire Emblem.
Dentre os personagens principais do jogo, Hector é o meu favorito, e eu acredito que de muitos outros que conhecem esse jogo.


Jogo: Fire Emblem: Blazing Sword
Sistema: Gameboy Advance
Ano: 2003
Compositor: ????

Tenho informações de que Yuka Tsujiyoko compôs algumas trilhas para a série. No entanto não sei nada sobre quem especificamente trabalhou nesse título. Se alguém souber, por favor, me avise!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Músicas de RPG 03 - Sands of Destruction: Wind Tower

A informação que eu tinha dado quanto a periodicidade das postagens era: semanal para a lista de música, quinzenal para as reviews. Até agora as músicas têm saído toda terça e sexta, mas isso é apenas o acaso. Muito provavelmente cada mês teremos uma postagem fora de época de alguma música e a desse mês é essa.

Sands of Destruction é o jogo mais recente que eu terminei de jogar. Não é lá grandes coisas, mas uma review completa estará no blog ano que vem (porque antes dela tenho ainda uma fila de outras reviews que sairão primeiro, algumas ainda em curso). No entanto, a trilha sonora do jogo é razoável, razão pela qual estou aqui postando a terceira entrada na série Músicas de RPG. Senhoras e senhores, lhes apresento:


Jogo: Sands of Destruction
Sistema: Nintendo DS
Ano: 2008
Compositores: Yasunori Mitsuda, Shunsuke Tsuchiya e Kazumi Mitome

Lembrando que a lista de reprodução só está crescendo, e pode-se ouvir todas as músicas até agora através dela. Semana que vem é outra com duas postagens, terça-feira com outra música, quinta ou sexta com a segunda review (datas prováveis).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Músicas de RPG 2 - Suikoden: Eternal Flow

Semana passada, pelo início tarde do blog, acabei postando muita coisa em períodos próximos. Para corrigir isso, a partir de agora a série Músicas de RPG deve sair entre terça e quarta de toda semana para as entradas regulares (é possível que de vez em quando tenha uma música extra postada aqui num dia aleatório) e as reviews devem sair possivelmente às quintas a cada duas semanas.

Segunda música da série e agora começando uma lista de reprodução pra valer com Suikoden. Eternal Flow é a minha música favorita desse jogo, que terminei recentemente e me marcou muito. Espero ter a mesma diversão nos próximos jogos da série.


Essa música também pode ser chamada de Seika Theme, por ser a primeira cidade onde toca no jogo. Mas ela também está presente em outros lugares, então acredito que Eternal Flow é um melhor nome.

Jogo: Suikoden
Sistema: PlayStation
Ano: 1995
Compositores: Miki Higashino, Tappy Iwase, Hiroshi Tamawari, Hirofumi Taniguchi e Mayuko Kageshita

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Músicas de RPG 1 - Pokémon Red & Blue: Ending

Começando o segundo projeto do blog: a série Músicas de RPG. Nesta postagem, temos a música de encerramento dos primeiros jogos da série Pokémon. Quem jogou deve lembrar.


Por enquanto as descrições do vídeo estão apenas em português, mas pretendo atualizá-la para inglês também mais pra frente. Todos os vídeos vão conter algumas informações, caso encontre alguma errada, fico grato em saber para corrigir.

Jogo: Pokémon Red & Blue (e Yellow)
Sistema: Game Boy
Ano: 1996 (1998)
Compositor: Junichi Masuda

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Arc the Lad



Título
Arc the Lad
Série
Arc the Lad
Gênero(s)
Tactical RPG
Console(s)
Sony Playstation
Publisher
Sony Computer Entertainment, Inc (SCEI)
Working Designs
Desenvolvedora
Sony Computer Entertainment, Inc (SCEI)
G-Craft
Rank pessoal
6/12
Personagem favorito
Arc
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Nenhum
Ano de lançamento
1995
Ano jogado
2012
Dificuldade
Baixa

    Como um RPG, o primeiro título da série Arc the Lad pode receber apropriadamente um adjetivo: rápido, muito rápido. Essa rapidez é dada de várias formas, porém principalmente, nota-se a velocidade com o que o jogo pode ser finalizado. Um jogador comum provavelmente fecharia o jogo entre 10 e 15 horas de gameplay, o que é um tempo muito pequeno para um role-play (ainda mais se considerar que jogos de ação de gerações futuras andam levando o mesmo tempo para serem completados). RPGs sempre tiveram a fama de serem longos, e nisso o primeiro título do Arc the Lad certamente é diferente, mas não necessariamente é um ponto positivo.
    Considerando alguns possíveis pontos fortes do jogo, diria que a velocidade com que o sistema de lutas foi feito é um deles. As batalhas no Arc the Lad são muito rápidas para o tipo de jogo que é, tactical RPGs geralmente possuem lutas que demoram de muitos minutos a um pouco mais de uma hora para serem terminadas (com vitória, pelo menos). Alguns tacticals, sabendo da extensão das lutas, permitem que o jogador salve em alguns pontos da batalha ou a interrompa num dado momento, evitando que o jogador seja forçado a cumprir até o final um ritual demasiadamente longo. Arc the Lad não possui save points nas lutas, e nem precisa de um, uma vez que a interface simples do jogo e escalonamento dos personagens em ação ajudam as batalhas a fluírem de forma natural e veloz, não durando mais que alguns poucos minutos, na maioria das vezes (incluindo as lutas finais do jogo).
    O desenvolvimento da história, por sua vez, já sofreu com essa velocidade excessiva do jogo. O enredo é simples e avança rápido, fazendo com que o jogo inteiro tenha uma atmosfera superficial e previsível, além de inacabado. Arc the Lad é fechado durante o desenvolvimento da história do jogo, mais precisamente, quando a história poderia mostrar alguma melhora e deixa para sua continuação esse problema como uma herança.
    Particularmente gosto de jogos que são planejados desde o início para ter uma continuação, e gosto ainda mais quando essa continuação é direta e fundamental para o entendimento do enredo como um todo, mas o fato de não terem usado toda a capacidade que o primeiro jogo tinha (tanto para o seu desenvolvimento como um título completo por si só como a utilização do espaço da mídia para prolongar o jogo mesmo) foi um erro.
    Arc the Lad possui personagens interessantes, mas não memoráveis. Possui inimigos desprezíveis, no sentido de insignificantes para a vida de um jogador, e soma-se a isso o fato da história estar incompleta, deixando para a continuação, mais uma vez, o compromisso de resolver essas falhas. Arc the Lad também possui cenários pequenos e simples. Possui poucas quests e menos ainda que inspirem vontade alguma de completar. Enfim, o jogo também possui baixo grau de dificuldade, praticamente não exigindo nenhuma pausa para treinos.
    Rapidez e simplicidade fazem o jogo ser como é e, apesar de não ser um jogo ruim, Arc the Lad se apresenta como um título prematuro, uma aposta arriscada, um Oasis de tranquilidade em meio a uma turbulenta era de RPGs que prometiam demais.

Comentários extras:



  • ·         O começo do jogo, nas cenas de nevasca, me recordou o começo do Final Fantasy VI (lançado 1 ano antes), como uma tentativa de comparação entre os hardwares da Nintendo e Sony em meados da década de 90.
  • ·         A história sobre a humanidade estar condenando o mundo onde vivem e a necessidade de guardiães para ajudá-los a restaurar a ordem me lembrou de Tales of Phantasia (lançado alguns meses depois, para o SNES).
  • ·         Design das técnicas com área de efeito é muito parecido com o usado em Shining Force.
  • ·         O jogo não possui um último chefe.
  • ·         O jogo possui diversos “world map themes” e grande variedade de músicas de batalha.

Fonte da imagem: plataformnation
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