quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Arc the Lad



Título
Arc the Lad
Série
Arc the Lad
Gênero(s)
Tactical RPG
Console(s)
Sony Playstation
Publisher
Sony Computer Entertainment, Inc (SCEI)
Working Designs
Desenvolvedora
Sony Computer Entertainment, Inc (SCEI)
G-Craft
Rank pessoal
6/12
Personagem favorito
Arc
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Nenhum
Ano de lançamento
1995
Ano jogado
2012
Dificuldade
Baixa

    Como um RPG, o primeiro título da série Arc the Lad pode receber apropriadamente um adjetivo: rápido, muito rápido. Essa rapidez é dada de várias formas, porém principalmente, nota-se a velocidade com o que o jogo pode ser finalizado. Um jogador comum provavelmente fecharia o jogo entre 10 e 15 horas de gameplay, o que é um tempo muito pequeno para um role-play (ainda mais se considerar que jogos de ação de gerações futuras andam levando o mesmo tempo para serem completados). RPGs sempre tiveram a fama de serem longos, e nisso o primeiro título do Arc the Lad certamente é diferente, mas não necessariamente é um ponto positivo.
    Considerando alguns possíveis pontos fortes do jogo, diria que a velocidade com que o sistema de lutas foi feito é um deles. As batalhas no Arc the Lad são muito rápidas para o tipo de jogo que é, tactical RPGs geralmente possuem lutas que demoram de muitos minutos a um pouco mais de uma hora para serem terminadas (com vitória, pelo menos). Alguns tacticals, sabendo da extensão das lutas, permitem que o jogador salve em alguns pontos da batalha ou a interrompa num dado momento, evitando que o jogador seja forçado a cumprir até o final um ritual demasiadamente longo. Arc the Lad não possui save points nas lutas, e nem precisa de um, uma vez que a interface simples do jogo e escalonamento dos personagens em ação ajudam as batalhas a fluírem de forma natural e veloz, não durando mais que alguns poucos minutos, na maioria das vezes (incluindo as lutas finais do jogo).
    O desenvolvimento da história, por sua vez, já sofreu com essa velocidade excessiva do jogo. O enredo é simples e avança rápido, fazendo com que o jogo inteiro tenha uma atmosfera superficial e previsível, além de inacabado. Arc the Lad é fechado durante o desenvolvimento da história do jogo, mais precisamente, quando a história poderia mostrar alguma melhora e deixa para sua continuação esse problema como uma herança.
    Particularmente gosto de jogos que são planejados desde o início para ter uma continuação, e gosto ainda mais quando essa continuação é direta e fundamental para o entendimento do enredo como um todo, mas o fato de não terem usado toda a capacidade que o primeiro jogo tinha (tanto para o seu desenvolvimento como um título completo por si só como a utilização do espaço da mídia para prolongar o jogo mesmo) foi um erro.
    Arc the Lad possui personagens interessantes, mas não memoráveis. Possui inimigos desprezíveis, no sentido de insignificantes para a vida de um jogador, e soma-se a isso o fato da história estar incompleta, deixando para a continuação, mais uma vez, o compromisso de resolver essas falhas. Arc the Lad também possui cenários pequenos e simples. Possui poucas quests e menos ainda que inspirem vontade alguma de completar. Enfim, o jogo também possui baixo grau de dificuldade, praticamente não exigindo nenhuma pausa para treinos.
    Rapidez e simplicidade fazem o jogo ser como é e, apesar de não ser um jogo ruim, Arc the Lad se apresenta como um título prematuro, uma aposta arriscada, um Oasis de tranquilidade em meio a uma turbulenta era de RPGs que prometiam demais.

Comentários extras:



  • ·         O começo do jogo, nas cenas de nevasca, me recordou o começo do Final Fantasy VI (lançado 1 ano antes), como uma tentativa de comparação entre os hardwares da Nintendo e Sony em meados da década de 90.
  • ·         A história sobre a humanidade estar condenando o mundo onde vivem e a necessidade de guardiães para ajudá-los a restaurar a ordem me lembrou de Tales of Phantasia (lançado alguns meses depois, para o SNES).
  • ·         Design das técnicas com área de efeito é muito parecido com o usado em Shining Force.
  • ·         O jogo não possui um último chefe.
  • ·         O jogo possui diversos “world map themes” e grande variedade de músicas de batalha.

Fonte da imagem: plataformnation
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