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Título
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Pokémon Yellow
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Série
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Pokémon
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Gênero(s)
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RPG
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Console(s)
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Nintendo GameBoy
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Publisher
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Nintendo
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Desenvolvedora
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Game Freak
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Rank pessoal
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7.1/12
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Personagem
favorito
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Charizard
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Modo
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MP
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Inimigo mais
difícil
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Nenhum
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Ano de
lançamento
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1998
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Ano jogado
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2013
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Dificuldade
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Baixa
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Em
1996, no final da vida útil do console GameBoy da Nintendo, surgiu uma das
séries de jogos de maior sucesso na história do videogame: Pokémon. Junto com
mangá e animação na TV, Pokémon rapidamente conquistou crianças de várias
idades e seu sucesso abrangeu inúmeros ramos de negócios. Quanto a sua fatia
nos videogames, a primeira geração das seis confirmadas até o momento (2013)
teve algumas peculiaridades quanto aos seus lançamentos no Japão e o resto do
mundo.
No
seu país de origem, Pokémon começou com o lançamento das versões Red &
Green, enquanto para o restante do mundo essas versões foram alteradas para Red
& Blue. Posteriormente a versão Blue também foi disponibilizada no Japão,
tornando-o o único lugar onde os quatro (4) jogos originais da primeira geração
seriam vendidos. A única real diferença entre essas três versões são quais
Pokémon exclusivos cada uma carrega consigo.
Seu
sucesso foi tão grande que os jogos originais Red & Blue foram o segundo
jogo mais vendido para o console, somando aproximadamente 23 (vinte e três)
milhões de cópias no mundo, perdendo apenas para o Tetris. Portanto, em 1998,
devido à fama da série na televisão, a Nintendo lança o último jogo da primeira
geração da série: Pokémon Yellow.
Também
conhecido como Pokémon: Special Pikachu Edition, Pokémon Yellow é o único jogo
da série até o momento no qual o jogador não tem direito de escolher seu
parceiro inicial e, portanto, também não respeita à típica escolha inicial
entre parceiros dos tipos fogo, planta e água. Como visto pelo título do jogo,
nesta versão o jogador é obrigado a começar com o Pikachu, mascote da série
animada original. Assim como no desenho, Pikachu também se recusa a permanecer
dentro da poké-bola e passa a seguir o seu treinador de perto, o que gera
alguns pequenos empecilhos no jogo em nome de uma maior proximidade do que
acontecia na TV.
Por
causa dessa diferença, existe a possibilidade de o rival do protagonista de
Pokémon não possuir um Pokémon inicial que tem vantagem por tipo quanto ao
inicial do jogador. Nas versões Red, Blue e Green, o rival sempre escolhe um
parceiro inicial com tipo vantajoso sobre o do jogador, porém uma vez que na
versão Yellow ele começa com Eevee, e esse pode evoluir aleatoriamente para
qualquer uma de suas três formas evoluídas imaginadas na primeira geração,
existe a chance de Eevee se tornar Vaporeon, um Pokémon com desvantagem em
relação ao Pikachu (em minha experiência, ele se tornou o Flareon).
Outra
diferença com relação aos outros jogos da mesma geração está na inclusão dos
personagens Jessie e James da Equipe Rocket presentes também na série animada.
A localização de alguns Pokémon selvagens e todos os disponíveis nessa versão
também foram alterados, como padrão de variação entre as versões. Fora essas
alterações, o resto do jogo é semelhante a todos os outros Pokémon,
principalmente os da primeira geração. O jogador deve percorrer o continente
(único nessa geração) derrotando os líderes de ginásios e acumulando as oito
(8) insígnias para então desafiar a Elite dos Quatro na Liga Pokémon.
Embora
a construção do jogo seja demasiadamente simples, e seus elementos de RPG sejam
razoavelmente mascarados, Pokémon pode ser visto como um dos primeiros jogos
desse gênero a fazer sucesso em massa, junto do épico (para os fãs) Final
Fantasy VII, lançado em 1997 (ou seja, entre os lançamentos da primeira geração
de Pokémon). Estão presentes aspectos típicos (e primordiais) do gênero como
desenvolvimento dos personagens (evolução dos Pokémon através de níveis),
exploração do ambiente (caça a novos tipos e itens) e trama (visto a seguir).
Durante
a viagem do protagonista ao redor do mundo, o jovem e talentoso treinador
Pokémon (que, de acordo com o mangá, o treinador principal possui o mesmo nome
da versão do jogo, por mais estranho que isso soe) deve resolver os problemas
iniciados pela malévola Equipe Rocket em sua ambição de conquista do mundo ao
utilizar as criaturas como armas, possivelmente. Essas ações geram uma das poucas
exceções (nessa geração) do treinador enfrentar mais de uma vez (após vencer) o
mesmo desafiante (com exceção de seu rival, claro). Tal desafiante é Giovanni,
líder da Equipe Rocket e do último ginásio, o da Terra. Após a coleta de todas
as insígnias, o jogador ruma para seu último desafio na Liga Pokémon e o jogo
termina. Simples assim.
Porém
Pokémon é realmente sobre exploração e treino (o que determina inúmeros RPGs
japoneses até a época e vindouros). Mesmo após o fim do jogo, ainda há desafios
e lugares para se explorar, Pokémon para capturar – como a escolha de um dos
três lendários e o Mewtwo – e muitas, muitas criaturas para se aprender onde
obter. Para aqueles com paciência (na época de seu lançamento, um amontoado de
crianças famintas pelo título), qualquer um dos primeiros jogos tinham muito o
que render pós-término.
Pokémon
Yellow tem um pequeno problema em comparação com os seus contemporâneos, e esse
se encontra no fato do Pikachu se recusar a permanecer em sua poké-bola. Embora
simples, algumas partes do jogo exigem um controle razoavelmente preciso nos
movimentos do treinador, principalmente para passar em corredores estreitos
onde um passo em falso pode forçar o treinador a pular um encosta. O fato é que
o Pikachu é um obstáculo em si, como uma casa, árvore ou pessoa. Isso ocorre
porque o jogador pode consultar o grau de felicidade do Pikachu virando-se para
o bicho e interagindo com ele. Essa interação é inútil em termos de progresso
no jogo e por ser possível em qualquer momento, força o jogador às vezes a se
mover contra uma barreira que não deveria existir, atrasando ou confundindo
levemente os movimentos do jogador.
Outro
pequeno problema é o atraso mínimo que o bicho causa ao ir ao centro Pokémon.
Pikachu precisa subir na mesa antes da recarga começar e, apesar de ele fazer
isso depressa, se o jogador precisar ir ao centro Pokémon a cada minuto num
treino num local difícil logo no começo do jogo (ou simplesmente porque o jogo
não te dá dinheiro suficiente pra comprar poção pra sempre), isso pode causar
uma leve irritação.
Para
todo o resto, Pokémon Yellow, assim como seus semelhantes, fizeram um bom
trabalho na plataforma onde foram lançados. Possui um pequeno suporte colorido
ao ser jogado num GameBoy Color, suas músicas em geral são cativantes e algumas
inesquecíveis. E as diferentes versões são perfeitas para serem testadas quando
o jogador começa a sentir saudade desse título.
Dito
isso, também não há grandes prós a favor do jogo. Pokémon é sobre paciência
acima de tudo, o jogo pode ser divertido, e o jogador é quem dita o seu ritmo.
É possível gastar mais de cem horas capturando e evoluindo os mais diversos
Pokémon no jogo inteiro, ou apenas treinar seis ou sete para vencer a Liga
Pokémon. Independente do caso, Pokémon requer uma paciência um pouco acima de
alguns RPGs lançados em seu tempo, mas como todo RPG é muito sobre paciência no
geral, qualquer fã do gênero deve se sentir confortável o bastante para
terminar um das tantas versões da série.
Para
aqueles que preferiram a versão animada, a versão Yellow pode ser a mais
indicada, mas qualquer jogo da primeira geração serve. Seja qual for a escolha
de cada um, Pokémon é um jogo que merece ser experimentado pelo menos uma vez
por todo fã de RPGs.
Comentários extras:
- É dito que a voz do Pikachu foi alterada nessa versão para condizer com a versão da série animada.
- Nessa versão é possível conseguir o Charmander via um NPC do jogo.
- Vários treinadores possuem um grupo diferente de Pokémon e/ou com níveis diferentes nessa versão, tudo para adaptar às novas criaturas disponíveis no Yellow (por exemplo o Brock e seu rival).



