quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pokémon Yellow



Título
Pokémon Yellow
Série
Pokémon
Gênero(s)
RPG
Console(s)
Nintendo GameBoy
Publisher
Nintendo
Desenvolvedora
Game Freak
Rank pessoal
7.1/12
Personagem favorito
Charizard
Modo
MP
Inimigo mais difícil
Nenhum
Ano de lançamento
1998
Ano jogado
2013
Dificuldade
Baixa

    Em 1996, no final da vida útil do console GameBoy da Nintendo, surgiu uma das séries de jogos de maior sucesso na história do videogame: Pokémon. Junto com mangá e animação na TV, Pokémon rapidamente conquistou crianças de várias idades e seu sucesso abrangeu inúmeros ramos de negócios. Quanto a sua fatia nos videogames, a primeira geração das seis confirmadas até o momento (2013) teve algumas peculiaridades quanto aos seus lançamentos no Japão e o resto do mundo.
    No seu país de origem, Pokémon começou com o lançamento das versões Red & Green, enquanto para o restante do mundo essas versões foram alteradas para Red & Blue. Posteriormente a versão Blue também foi disponibilizada no Japão, tornando-o o único lugar onde os quatro (4) jogos originais da primeira geração seriam vendidos. A única real diferença entre essas três versões são quais Pokémon exclusivos cada uma carrega consigo.
    Seu sucesso foi tão grande que os jogos originais Red & Blue foram o segundo jogo mais vendido para o console, somando aproximadamente 23 (vinte e três) milhões de cópias no mundo, perdendo apenas para o Tetris. Portanto, em 1998, devido à fama da série na televisão, a Nintendo lança o último jogo da primeira geração da série: Pokémon Yellow.
    Também conhecido como Pokémon: Special Pikachu Edition, Pokémon Yellow é o único jogo da série até o momento no qual o jogador não tem direito de escolher seu parceiro inicial e, portanto, também não respeita à típica escolha inicial entre parceiros dos tipos fogo, planta e água. Como visto pelo título do jogo, nesta versão o jogador é obrigado a começar com o Pikachu, mascote da série animada original. Assim como no desenho, Pikachu também se recusa a permanecer dentro da poké-bola e passa a seguir o seu treinador de perto, o que gera alguns pequenos empecilhos no jogo em nome de uma maior proximidade do que acontecia na TV.
    Por causa dessa diferença, existe a possibilidade de o rival do protagonista de Pokémon não possuir um Pokémon inicial que tem vantagem por tipo quanto ao inicial do jogador. Nas versões Red, Blue e Green, o rival sempre escolhe um parceiro inicial com tipo vantajoso sobre o do jogador, porém uma vez que na versão Yellow ele começa com Eevee, e esse pode evoluir aleatoriamente para qualquer uma de suas três formas evoluídas imaginadas na primeira geração, existe a chance de Eevee se tornar Vaporeon, um Pokémon com desvantagem em relação ao Pikachu (em minha experiência, ele se tornou o Flareon).
    Outra diferença com relação aos outros jogos da mesma geração está na inclusão dos personagens Jessie e James da Equipe Rocket presentes também na série animada. A localização de alguns Pokémon selvagens e todos os disponíveis nessa versão também foram alterados, como padrão de variação entre as versões. Fora essas alterações, o resto do jogo é semelhante a todos os outros Pokémon, principalmente os da primeira geração. O jogador deve percorrer o continente (único nessa geração) derrotando os líderes de ginásios e acumulando as oito (8) insígnias para então desafiar a Elite dos Quatro na Liga Pokémon.
    Embora a construção do jogo seja demasiadamente simples, e seus elementos de RPG sejam razoavelmente mascarados, Pokémon pode ser visto como um dos primeiros jogos desse gênero a fazer sucesso em massa, junto do épico (para os fãs) Final Fantasy VII, lançado em 1997 (ou seja, entre os lançamentos da primeira geração de Pokémon). Estão presentes aspectos típicos (e primordiais) do gênero como desenvolvimento dos personagens (evolução dos Pokémon através de níveis), exploração do ambiente (caça a novos tipos e itens) e trama (visto a seguir).
    Durante a viagem do protagonista ao redor do mundo, o jovem e talentoso treinador Pokémon (que, de acordo com o mangá, o treinador principal possui o mesmo nome da versão do jogo, por mais estranho que isso soe) deve resolver os problemas iniciados pela malévola Equipe Rocket em sua ambição de conquista do mundo ao utilizar as criaturas como armas, possivelmente. Essas ações geram uma das poucas exceções (nessa geração) do treinador enfrentar mais de uma vez (após vencer) o mesmo desafiante (com exceção de seu rival, claro). Tal desafiante é Giovanni, líder da Equipe Rocket e do último ginásio, o da Terra. Após a coleta de todas as insígnias, o jogador ruma para seu último desafio na Liga Pokémon e o jogo termina. Simples assim.
    Porém Pokémon é realmente sobre exploração e treino (o que determina inúmeros RPGs japoneses até a época e vindouros). Mesmo após o fim do jogo, ainda há desafios e lugares para se explorar, Pokémon para capturar – como a escolha de um dos três lendários e o Mewtwo – e muitas, muitas criaturas para se aprender onde obter. Para aqueles com paciência (na época de seu lançamento, um amontoado de crianças famintas pelo título), qualquer um dos primeiros jogos tinham muito o que render pós-término.
    Pokémon Yellow tem um pequeno problema em comparação com os seus contemporâneos, e esse se encontra no fato do Pikachu se recusar a permanecer em sua poké-bola. Embora simples, algumas partes do jogo exigem um controle razoavelmente preciso nos movimentos do treinador, principalmente para passar em corredores estreitos onde um passo em falso pode forçar o treinador a pular um encosta. O fato é que o Pikachu é um obstáculo em si, como uma casa, árvore ou pessoa. Isso ocorre porque o jogador pode consultar o grau de felicidade do Pikachu virando-se para o bicho e interagindo com ele. Essa interação é inútil em termos de progresso no jogo e por ser possível em qualquer momento, força o jogador às vezes a se mover contra uma barreira que não deveria existir, atrasando ou confundindo levemente os movimentos do jogador.
    Outro pequeno problema é o atraso mínimo que o bicho causa ao ir ao centro Pokémon. Pikachu precisa subir na mesa antes da recarga começar e, apesar de ele fazer isso depressa, se o jogador precisar ir ao centro Pokémon a cada minuto num treino num local difícil logo no começo do jogo (ou simplesmente porque o jogo não te dá dinheiro suficiente pra comprar poção pra sempre), isso pode causar uma leve irritação.
    Para todo o resto, Pokémon Yellow, assim como seus semelhantes, fizeram um bom trabalho na plataforma onde foram lançados. Possui um pequeno suporte colorido ao ser jogado num GameBoy Color, suas músicas em geral são cativantes e algumas inesquecíveis. E as diferentes versões são perfeitas para serem testadas quando o jogador começa a sentir saudade desse título.
    Dito isso, também não há grandes prós a favor do jogo. Pokémon é sobre paciência acima de tudo, o jogo pode ser divertido, e o jogador é quem dita o seu ritmo. É possível gastar mais de cem horas capturando e evoluindo os mais diversos Pokémon no jogo inteiro, ou apenas treinar seis ou sete para vencer a Liga Pokémon. Independente do caso, Pokémon requer uma paciência um pouco acima de alguns RPGs lançados em seu tempo, mas como todo RPG é muito sobre paciência no geral, qualquer fã do gênero deve se sentir confortável o bastante para terminar um das tantas versões da série.
    Para aqueles que preferiram a versão animada, a versão Yellow pode ser a mais indicada, mas qualquer jogo da primeira geração serve. Seja qual for a escolha de cada um, Pokémon é um jogo que merece ser experimentado pelo menos uma vez por todo fã de RPGs.
               

Comentários extras:


  • É dito que a voz do Pikachu foi alterada nessa versão para condizer com a versão da série animada.
  • Nessa versão é possível conseguir o Charmander via um NPC do jogo.
  • Vários treinadores possuem um grupo diferente de Pokémon e/ou com níveis diferentes nessa versão, tudo para adaptar às novas criaturas disponíveis no Yellow (por exemplo o Brock e seu rival).



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