terça-feira, 26 de agosto de 2014

Músicas de RPG 65 - Ys III - Wanderers from Ys: Be Careful

Minhas experiências com a série Ys pararam no quarto jogo porque até pouco tempo não tinha uma tradução do Ys 5 que me permitisse jogar. Também joguei muito mais das versões antigas e quase nenhum remake, mas eu ainda adoro essa série. Gostei muito de todos os Ys que joguei, mesmo os remakes no DS que dizem ser ruins. De todos os 4, o 3 é o meu favorito (e eu nem peguei ainda o Oath in Felghana). Acho que as mudanças feitas em Wanderers from Ys foram muito bem vindas e a trilha sonora é muito mais memorável que a do quarto jogo.



Jogo: Ys III - Wanderers from Ys
Sistemas: PC-Engine, SNES, MD
Ano: 1989
Compositor: Ryo Yonemitsu

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Suikoden


Título
Suikoden
Série
Suikoden
Gênero(s)
RPG
Console
Sony PlayStation
Publisher
Konami
Desenvolvedora
Konami Computer Entertainment Tokyo
Rank pessoal
9.5/12
Personagem favorito
Herói
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Neclord
Ano de lançamento
1995
Ano jogado
2013
Dificuldade
Baixa (média pra alta no fim)
Tempo Estimado
30 horas


    Suikoden é mais um excelente RPG adicionado à lista dos grandes jogos de 1995. Lançado nesse ano pela Konami, Suikoden tem sua inspiração vinda de um conto clássico chinês traduzido como “À Beira da Água”. E o jogo faz algum uso do título. Embora a história original fale apenas de um foragido da lei e 36 companheiros, Suikoden elevou este número para 108 personagens refugiados à beira da água.
    O herói do jogo (nomeado pelo jogador), é o filho de um grande general no Império da Lua Escarlate (Scarlet Moon Empire na versão inglês) que está para começar sua carreira de serviços militares no Império. Ainda que suas companhias tivessem altas expectativas em relação ao seu começo, o herói é posto para realizar pequenos trabalhos e começar de baixo na hierarquia do império. Suikoden deixa claro desde o seu começo que é um jogo sobre um grande número de companhias, uma vez que a equipe do jogo é composta por até seis (6) membros, número que é facilmente atingido e assim permanece por grande parte da aventura.
    Durante suas jornadas iniciais o herói e seus companheiros, que acreditavam na justiça do império, passam a duvidar das muitas ações tomadas por ele e seus representantes. Fica claro a partir de certo ponto, de que há muita corrupção para todo o lado e, para prejudicar ainda mais a visão dos heróis de seu próprio governo, esta corrupção os atinge de maneira agressiva. Ted, um dos amigos próximos do herói, durante uma batalha difícil, exibe um estranho poder que chamou a atenção de seus superiores. Por conta desse poder Ted é atacado e procurado pela alta corte e, devido a alguns eventos, sacrificado pelo bem estar de seu mestre e pela proteção do poder que lhe fora confiado no passado. Passa então a ser responsabilidade do herói (cujo nome em alguns lugares é apontado como Tir McDohl) preservar o poder que antes era de Ted e evitar que este caia nas mãos do governo e sua maga da corte: Windy.
    A partir daí, o jogo deixa claro seu foco principal e por onde sua história gira em torno: o combate contra o império e a busca pelas 108 estrelas do destino. Tir, é claro, é incluso entre elas. O restante deve ser caçado pelo jogador. Cada estrela é representada por um personagem no jogo, alguns são NPCs e servem para auxílios administrativos na força rebelde do herói, e outra boa parte são guerreiros que auxiliam na força principal e nas batalhas da história. Suikoden sempre irá empurrar para o jogador as estrelas necessárias para a conclusão de seu enredo, mas outra grande maioria é totalmente opcional e se encontra espalhada pelo império com seus próprios requisitos para o recrutamento. Nível mínimo do herói, número de membros no exército, as chamadas “fetch quests” (missões de buscar itens ou pessoas), existem vários personagens e diversas formas de recrutamento. Há até personagens que aparecem periodicamente em determinados pontos do jogo.
    Apesar do jogo em si ser curto, essas sidequests podem aumentar o tempo de gameplay para em torno de trinta (30) horas. Independentemente do tamanho, Suikoden acertou em praticamente tudo. Para um jogo com tantos personagens, grind por nível poderia se tornar um problema, e isso é evitado com um sistema de experiência fácil e rápido, no qual os personagens podem ganhar múltiplos níveis até estarem fortes de acordo com a área na qual se encontram, tornando o processo de treino do jogo quase inexistente. Por ter seis personagens no time, é fácil manter os personagens fracos vivos por tempo suficiente para evoluírem. E para não tornar o jogo tedioso ou repetitivo, rapidamente o jogador é posto no comando de um imenso exército para batalhas de larga escala a fim de conquistar terreno do Império Escarlate. Essas batalhas de larga escala são bem simples e um jogador atento pode vencê-las sem dificuldades, mas o fato de existirem quebram o ritmo comum dos RPGs e aumentam a diversidade e diversão do título. Estrelas NPCs que em geral não participam de batalhas podem fazer diferença nas batalhas de exércitos, uma vez que realizam diferentes trabalhos (como coleta de informações do inimigo ou mesmo manobras ofensivas).
    Falando especificamente de batalhas, Suikoden conta com três tipos. Os dois primeiros já foram discutidos, sendo a típica batalha em turnos de RPG, contando com até seis guerreiros e o segundo sendo a batalha entre exércitos. O último é um estilo de batalha um contra um, no qual em geral Tir enfrenta um general inimigo no fim de grandes excursões. Essas batalhas funcionam como pedra-papel-tesoura e são previsíveis a partir do diálogo que é posto em paralelo à luta.
    Os compositores da Konami também acertaram na trilha sonora. Algumas lutas, como as de batalhas, não são muito memoráveis, mas isso não muda o fato de que Suikoden possui uma trilha sonora brilhante, principalmente nos temas das cidades (onde cada região do império possui um tema diferente para suas cidades, mais a capital com tema próprio também).
    Junto às 108 estrelas, o jogo também conta um pouco da história das 27 Runas Verdadeiras, e outras demais runas que dão suporte ao enredo. Runas são como pedras ou cristais que podem ser acopladas em personagens ou armas para torna-los mais fortes ou adicionar um determinado conjunto de habilidades. Existem runas que dão magias, runas que habilitam um golpe específico (sem custo de MP) e outros tipos específicos de runas que alguns personagens usam. Dentre essas diversas pedras, existem as Runas Verdadeiras, das quais todas as outras tiveram origem. Poucos são os personagens que possuem essas raridades na história, mas todos possuem um forte destaque na história. Ted, logo no começo, era possuidor de uma delas, a Comedora de Almas (Soul Eater, no inglês), pedra que rege sobre a vida e a morte. Dentre todas as peculiaridades de Suikoden, a Soul Eater é uma das mais significativas. Essa runa dá ao herói o poder de eliminar inimigos comuns das lutas em 100% dos casos (excluindo chefes), um poder comum em RPG mas raramente usado com tamanha taxa de eficácia. Dessa forma, batalhas contra grupos de inimigos particularmente poderosos pode ser vencida facilmente. É óbvio que todos os poderes do jogo possuem uma quantidade muito limitada de uso, e a Soul Eater não é exceção.
    Além do MP limitado e separado por níveis (semelhante a Final Fantasy 3), os itens que cada personagem pode carregar também é limitado, e isso inclui as roupas. O espaço disponível para inventário em Suikoden é menor que encontrado em jogos como Dragon Quest e Phantasy Star, mas isso não afeta o jogo negativamente, apenas o torna mais desafiador.
    A dificuldade geral de Suikoden não é muito alta, com exceção de alguns poucos chefes (excluso o último). A diversidade de personagens também ajuda bastante, se um time não funciona numa determinada parte do jogo, é só trocar os membros e tentar de novo.
    Apesar de lançado para o Sony PlayStation, esse título não fez uso de gráficos em 3D e, na verdade, seus gráficos não são muito diferentes dos últimos jogos do Super Nintendo. O que pode ser um sério problema para muitos jogadores traz consigo uma grande vantagem, velocidade. Suikoden é um dos poucos RPGs na era 32-bit que não sofre com as taxas de load características da era. Mesmo as lutas comuns podem ser vencidas rapidamente com um comando de auto luta. A escolha de um design simples e rápido é um dos pontos fortes desse título. Outro ponto criticado no jogo é o retrato dos personagens, que podem ser identificados como feios. Talvez para a época eles fossem mesmo abaixo das expectativas, mas no cenário atual de conteúdo e aparência de anime/mangá além da conta (e necessidade), os retratos únicos de Suikoden até se tornam algo prazeroso.
    Aliado a tudo isso, existe a sensação de mistura de culturas ocidentais e orientais. Muitos jogos de aventura em todos os tempos se focam num ambiente medieval fantasioso ocidental, mas as raízes chinesas de Suikoden ainda estão lá, fornecendo uma visão diferenciada para o jogo inteiro. Esse jogo é, de fato, recompensador. Por sua natureza fácil, é convidativo a jogar um pouco mais, e não dura até se tornar enjoativo, jogo recomendado.
Comentários extras:

     Assim como o título indica, a base rebelde se encontra na água.
     O último chefe do jogo passa a impressão de possuir uma segunda forma, quando não o tem, o que é um pouco decepcionante pelo baixo nível de dificuldade.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Músicas de RPG 64 - Mother: Introduction

Sei que Mother já saiu faz pouco tempo, mas essa lista é aleatória, afinal. Esse jogo tem uma ótima trilha sonora pros padrões do NES.


Jogo: Mother (Earthbound Zero)
Sistemas: NES, GBA
Ano: 1989, 2003
Compositor: Keiichi Suzuki

sábado, 16 de agosto de 2014

Músicas de RPG 63 - Rance 2: BGM 15

Quero aproveitar que finalmente consegui encontrar um programa pra extrair os arquivos de audio do Rance 2 para postar uma nova música do jogo. Notem que eu reupei o vídeo 8 da Weekly RPG Music só pra aumentar a qualidade e o volume geral do vídeo (que ficou bem alto, por sinal). As músicas, porém, são bem curtas e eu sou péssimo na hora de editar audio, por isso, adicionei uma das faixas mais longas da OST só pra não ficar muito ruim.


Jogo: Rance 2 - Rebelling Maidens
Sistemas: Windows, PC-98
Ano: 2009, 1990
Compositor: ????

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Terranigma


Título
Terranigma
Série
Soul Blazer/ Gaia Trilogy/ Quintet RPGs
Gênero(s)
Action-RPG
Console
Super Nintendo Entertainment System
Publisher
Enix/Nintendo
Desenvolvedora
Quintet
Rank pessoal
10.4/12
Personagem favorito
Ark
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Bloody Mary / Dark Gaia
Ano de lançamento
1995
Ano jogado
2013
Dificuldade
Média (alta no fim)
Tempo Estimado
16 horas


    1995. Este ano, juntamente com seu antecessor deveria ser memorizado por todo amante dos RPGs de console. Em 1994, o mundo recebeu um excelente jogo conhecido como Final Fantasy VI, considerado por alguns o melhor jogo da série (embora grande parte dos fãs de RPGs em geral prefira o VII) e um dos melhores jogos do Super Nintendo. Até 1994, provavelmente FF6 é o melhor RPG do console, mas quando se considera toda a vida útil do SNES é cada vez mais difícil categorizar o melhor jogo de RPG. O ano seguinte ao último lançamento do Final Fantasy do SNES teve jogos de grande impacto e qualidade, e outras excelentes experiências menos conhecidas pela grande massa. Dentre esses grandes títulos da qualidade estão inclusos (apenas no ano de 1995): Chrono Trigger, Tales of Phantasia e Terranigma.
    Terranigma foi o último grande jogo da Quintet para o SNES, depois do Robotrek (uma pequena pausa da empresa na série pós Illustion of Gaia). Este jogo é ligado aos demais RPGs da empresa no chamado Trilogia de Gaia ou série Soul Blazer, às vezes também acoplado ao seu sucessor, Grandstream Saga, tornando então uma série de quatro jogos. No entanto, assim como seu outro nome, a série deveria ser chamada de “A Criação do Céu e da Terra”.
    Terranigma mantém os padrões da sua série, e o objetivo do jogo e toda sua história gira em torno da criação da Terra, da vida e sua evolução. De todos os jogos até agora, Illusion of Gaia foi o único do qual o princípio do jogo não se baseou na extinção da vida na Terra. Em Terragnima, o herói Ark não é nem Deus nem um enviado do mesmo, mas apenas um jovem conduzido a um destino desacoplado do laço do destino (se é que isso faz sentido) numa missão de restauração do mundo. A história começa num pequeno vilarejo chamado Crysta, quando Ark acaba por acidentalmente abrindo a Caixa de Pandora na tentativa de salvar seus companheiros de um congelamento. Isso o leva a rodar todo o submundo em cinco torres para livrar seus amigos e, no processo, acaba por ressuscitar os continentes do mundo.
    Isso pode não parecer fazer muito sentido, mas a introdução do jogo afirma que o mundo, possuindo dois lados (um iluminado e outro escuro) entrou em conflito consigo mesmo. A batalha entre os lados interno e externo do mundo terminou com nenhum deles vencendo, e os continentes da Terra foram tragados pelo oceano enquanto o mundo interno, ou submundo, foi selado.
    Ao terminar de derrotar os guardiões das cinco torres, Ark acaba por livrar o selo do submundo e reconstrói o chão da Terra. Após isso, é guiado por um ancião de sua vila para ir ao mundo exterior ajudar a reconstruir o planeta e a vida. O dever de Ark é ajudar na total ressurreição do planeta. Ark então segue rumo para o planeta através de uma fenda e não pode mais retornar para sua casa. A partir disso, o jogador deve levar Ark por todo o planeta e aos poucos torna-lo habitável novamente. Tal missão, separada no jogo como o capítulo dois (de quatro), começa na Amazônia, América do Sul, para reviver o pai de todas as plantas. Segue então para o Colorado, América do Norte, para dar vida às aves e termina nas savanas da África salvando a vida animal como um todo e principalmente os mamíferos.
    O capítulo seguinte, o maior de todos, é todo sobre os humanos. Ark perde sua habilidade de falar com animais e plantas, e sua existência passa três anos apagada enquanto a vida humana volta a ser aquilo que era antes do fim do mundo. A partir desse ponto a história do jogo começa a mudar, e uma trama aos poucos se desenrola com algumas surpresas. Embora o jogo pareça mudar um pouco de tema, a missão de Ark continua sendo ajudar o planeta e, nesse caso, a guiar os humanos e seus gênios a concluir suas grandes obras.
    Terranigma tem o seu mundo baseado no mundo real, o que torna toda a aventura mais agradável. A Quintet já havia feito o mesmo em Illusion of Gaia, mas as referências do mundo real em Terranigma são bem mais fortes. Para começar, é possível ver o nome dos continentes e de vários locais da Terra no jogo. O nome de alguns países também são mencionados, como França e Espanha e, principalmente, há grandes referências a alguns personagens importantes da história do nosso mundo. Ark precisa ajudar algumas personalidades como Cristóvão Colombo e Alexander Graham Bell.
    Outro tema recorrente na série, o de reencarnação, também aparece aqui. Este tem um papel um pouco menos importante na história do jogo, mas ainda aparece inúmeras vezes. Em determinados momentos da aventura, Ark vivencia o encontro com alguns conhecidos em vidas passadas e, algumas vezes, esses encontros são estranhos e repleto de mistérios. O próprio personagem reencarna, para o fechamento do jogo no último capítulo, após sua morte no final do capítulo dos humanos, fato ocorrido também com outro protagonista de RPG do mesmo ano (Chrono em Chrono Trigger), embora nesse outro caso, não tenha sido uma reencarnação.
    Terranigma se apresenta mais próximo de Soul Blazer do que de Illusion of Gaia e ainda assim soa como uma versão mais madura de toda a série. O gameplay é mais próximo do primeiro jogo e a história de Ark é menos baseada em viagens, encontros e amizade que a de Will em Illusion of Gaia, mas tudo soa tão certo no último jogo. O enredo finalmente atingiu um nível complexo, sem perder qualidade ou cair em padrões da grande maioria dos RPGs. Embora o final do jogo se mostre um pouco parecido com outras tentativas de enredo, no todo, Terranigma é muito mais original. É raro ver uma tomada assim diferente nas histórias de RPGs e, ainda sendo muito próximo dos temas da Quintet, é mais maduro e agradável.
    Do ponto de vista do gameplay, Terranigma volta a explorar a evolução do nível baseado em pontos de experiência e em viagens para salvar pessoas e animais, como em Soul Blazer. Agora, porém, o herói utilizada uma lança como única arma no jogo (o que é extremamente raro em jogos). De acordo com o mesmo, o herói deve possuir a primeira arma a ser utilizada pela raça humana. Outro ponto interessante é que o herói começa o jogo já sabendo todos os seus poderes e movimentos com a lança e o jogador apenas deve aprender a utiliza-los devidamente.
    A caixa de Pandora não representa apenas um detalhe no jogo. Dentro dela está Yomi, uma pequena criatura de asas que acompanha Ark por todo o jogo, dando-lhe conselhos quando necessário. Yomi também representa a interface do jogo, que nada mais é do que a própria caixa de Pandora. Dentro dela, Yomi se movimenta quase livremente como um cursor para acessar quatro diferentes salas: uma para itens, outra para armaduras, uma terceira para armas e a sala central com informações diversas do jogo e personagem.
    O sistema de magias do jogo, no entanto, não é o melhor de todos. O bom é que é totalmente dispensável. Para conseguir magias, o jogador deve encontrar pedras conhecidas como Magirocks. Essas pedras são trocadas por anéis de poderes específicos que podem ser usados apenas uma vez cada. Existe um número limitado de Magirocks pelo jogo e, embora abundantes, geralmente estão espalhadas umas das outras. Grande parte dos feitiços não atinge os chefes, o que faz com que sejam úteis apenas contra inimigos normais. Uma dica, ElecRing é muito eficaz contra um dos chefes mais difíceis do jogo, Bloody Mary. Se possível, compre pelo menos cinco desses ao encontrar um castelo mal assombrado e deverá se sair bem (com dez anéis um jogador pode matá-la sem precisar usar golpes normais).
    A dificuldade em Terranigma é crescente. Começa bem simples e fácil nas cinco torres do submundo e termina com uma dificuldade incrível no último chefe. É altamente recomendável não enfrenta-lo abaixo do nível 35, a menos que o jogador deseje vencer utilizando um emulador como ajudante. Ainda assim, o jogo no geral é bem agradável e sua luta final é ainda mais dinâmica e rápida que o final de Arc the Lad 2. Aliás, essa dificuldade final lembra bastante ActRaiser.
    A trilha sonora do jogo é excelente, porém não é tão marcante quanto outras do console. Ainda assim, considerando os jogos da Quintet, Terranigma vai muito bem em suas músicas, com alguns temas bem tristes e solitários e outros cheios de emoção e sensação de aventura. Os gráficos também são bons para a época e suas cutscenes são impressionantes (vide o nascimento das plantas e das aves, por exemplos).
    Terranigma não é um jogo muito linear e suas sidequests são interessantes, embora suas recompensas não sejam das melhores. As mais notáveis sidequests do jogo incluem a ressurreição de algumas terras opcionais como a Polinésia e a evolução econômica das cidades humanas com base em ações do jogador (é possível até votar nele!).
    Tal qual os demais jogos da série, Terranigma é um jogo curto, maior que os outros, mas ainda curto. O tempo médio para se terminar o jogo varia de 15 a 20 horas e é totalmente recompensador. Mais uma vez a Quintet acertou em cheio e em 1995 deu ao mundo outro grande Action RPG.
Comentários extras:

     No jogo, o Brasil é representado por uma terra com um carnaval eterno.
     É um dos poucos jogos a apresentar NPCs negros em abundância.