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Título
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Suikoden
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Série
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Suikoden
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Gênero(s)
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RPG
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Console
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Sony PlayStation
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Publisher
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Konami
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Desenvolvedora
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Konami Computer Entertainment Tokyo
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Rank pessoal
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9.5/12
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Personagem favorito
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Herói
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Modo
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SP
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Inimigo mais difícil
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Neclord
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Ano de lançamento
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1995
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Ano jogado
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2013
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Dificuldade
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Baixa (média pra alta no fim)
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Tempo Estimado
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30 horas
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Suikoden
é mais um excelente RPG adicionado à lista dos grandes jogos de 1995. Lançado
nesse ano pela Konami, Suikoden tem sua inspiração vinda de um conto clássico
chinês traduzido como “À Beira da Água”. E o jogo faz algum uso do título.
Embora a história original fale apenas de um foragido da lei e 36 companheiros,
Suikoden elevou este número para 108 personagens refugiados à beira da água.
O
herói do jogo (nomeado pelo jogador), é o filho de um grande general no Império
da Lua Escarlate (Scarlet Moon Empire na versão inglês) que está para começar
sua carreira de serviços militares no Império. Ainda que suas companhias
tivessem altas expectativas em relação ao seu começo, o herói é posto para
realizar pequenos trabalhos e começar de baixo na hierarquia do império.
Suikoden deixa claro desde o seu começo que é um jogo sobre um grande número de
companhias, uma vez que a equipe do jogo é composta por até seis (6) membros,
número que é facilmente atingido e assim permanece por grande parte da
aventura.
Durante
suas jornadas iniciais o herói e seus companheiros, que acreditavam na justiça
do império, passam a duvidar das muitas ações tomadas por ele e seus
representantes. Fica claro a partir de certo ponto, de que há muita corrupção
para todo o lado e, para prejudicar ainda mais a visão dos heróis de seu
próprio governo, esta corrupção os atinge de maneira agressiva. Ted, um dos
amigos próximos do herói, durante uma batalha difícil, exibe um estranho poder
que chamou a atenção de seus superiores. Por conta desse poder Ted é atacado e
procurado pela alta corte e, devido a alguns eventos, sacrificado pelo bem
estar de seu mestre e pela proteção do poder que lhe fora confiado no passado.
Passa então a ser responsabilidade do herói (cujo nome em alguns lugares é
apontado como Tir McDohl) preservar o poder que antes era de Ted e evitar que
este caia nas mãos do governo e sua maga da corte: Windy.
A
partir daí, o jogo deixa claro seu foco principal e por onde sua história gira
em torno: o combate contra o império e a busca pelas 108 estrelas do destino.
Tir, é claro, é incluso entre elas. O restante deve ser caçado pelo jogador.
Cada estrela é representada por um personagem no jogo, alguns são NPCs e servem
para auxílios administrativos na força rebelde do herói, e outra boa parte são
guerreiros que auxiliam na força principal e nas batalhas da história. Suikoden
sempre irá empurrar para o jogador as estrelas necessárias para a conclusão de
seu enredo, mas outra grande maioria é totalmente opcional e se encontra espalhada
pelo império com seus próprios requisitos para o recrutamento. Nível mínimo do
herói, número de membros no exército, as chamadas “fetch quests” (missões de
buscar itens ou pessoas), existem vários personagens e diversas formas de
recrutamento. Há até personagens que aparecem periodicamente em determinados
pontos do jogo.
Apesar
do jogo em si ser curto, essas sidequests podem aumentar o tempo de gameplay
para em torno de trinta (30) horas. Independentemente do tamanho, Suikoden
acertou em praticamente tudo. Para um jogo com tantos personagens, grind por nível poderia se tornar um
problema, e isso é evitado com um sistema de experiência fácil e rápido, no
qual os personagens podem ganhar múltiplos níveis até estarem fortes de acordo
com a área na qual se encontram, tornando o processo de treino do jogo quase
inexistente. Por ter seis personagens no time, é fácil manter os personagens
fracos vivos por tempo suficiente para evoluírem. E para não tornar o jogo
tedioso ou repetitivo, rapidamente o jogador é posto no comando de um imenso
exército para batalhas de larga escala a fim de conquistar terreno do Império
Escarlate. Essas batalhas de larga escala são bem simples e um jogador atento
pode vencê-las sem dificuldades, mas o fato de existirem quebram o ritmo comum
dos RPGs e aumentam a diversidade e diversão do título. Estrelas NPCs que em
geral não participam de batalhas podem fazer diferença nas batalhas de
exércitos, uma vez que realizam diferentes trabalhos (como coleta de
informações do inimigo ou mesmo manobras ofensivas).
Falando
especificamente de batalhas, Suikoden conta com três tipos. Os dois primeiros
já foram discutidos, sendo a típica batalha em turnos de RPG, contando com até
seis guerreiros e o segundo sendo a batalha entre exércitos. O último é um
estilo de batalha um contra um, no qual em geral Tir enfrenta um general
inimigo no fim de grandes excursões. Essas batalhas funcionam como
pedra-papel-tesoura e são previsíveis a partir do diálogo que é posto em
paralelo à luta.
Os
compositores da Konami também acertaram na trilha sonora. Algumas lutas, como
as de batalhas, não são muito memoráveis, mas isso não muda o fato de que
Suikoden possui uma trilha sonora brilhante, principalmente nos temas das
cidades (onde cada região do império possui um tema diferente para suas
cidades, mais a capital com tema próprio também).
Junto
às 108 estrelas, o jogo também conta um pouco da história das 27 Runas
Verdadeiras, e outras demais runas que dão suporte ao enredo. Runas são como
pedras ou cristais que podem ser acopladas em personagens ou armas para
torna-los mais fortes ou adicionar um determinado conjunto de habilidades.
Existem runas que dão magias, runas que habilitam um golpe específico (sem
custo de MP) e outros tipos específicos de runas que alguns personagens usam.
Dentre essas diversas pedras, existem as Runas Verdadeiras, das quais todas as
outras tiveram origem. Poucos são os personagens que possuem essas raridades na
história, mas todos possuem um forte destaque na história. Ted, logo no começo,
era possuidor de uma delas, a Comedora de Almas (Soul Eater, no inglês), pedra
que rege sobre a vida e a morte. Dentre todas as peculiaridades de Suikoden, a
Soul Eater é uma das mais significativas. Essa runa dá ao herói o poder de
eliminar inimigos comuns das lutas em 100% dos casos (excluindo chefes), um
poder comum em RPG mas raramente usado com tamanha taxa de eficácia. Dessa
forma, batalhas contra grupos de inimigos particularmente poderosos pode ser
vencida facilmente. É óbvio que todos os poderes do jogo possuem uma quantidade
muito limitada de uso, e a Soul Eater não é exceção.
Além
do MP limitado e separado por níveis (semelhante a Final Fantasy 3), os itens
que cada personagem pode carregar também é limitado, e isso inclui as roupas. O
espaço disponível para inventário em Suikoden é menor que encontrado em jogos
como Dragon Quest e Phantasy Star, mas isso não afeta o jogo negativamente,
apenas o torna mais desafiador.
A
dificuldade geral de Suikoden não é muito alta, com exceção de alguns poucos
chefes (excluso o último). A diversidade de personagens também ajuda bastante,
se um time não funciona numa determinada parte do jogo, é só trocar os membros
e tentar de novo.
Apesar
de lançado para o Sony PlayStation, esse título não fez uso de gráficos em 3D
e, na verdade, seus gráficos não são muito diferentes dos últimos jogos do
Super Nintendo. O que pode ser um sério problema para muitos jogadores traz
consigo uma grande vantagem, velocidade. Suikoden é um dos poucos RPGs na era
32-bit que não sofre com as taxas de load características da era. Mesmo as
lutas comuns podem ser vencidas rapidamente com um comando de auto luta. A
escolha de um design simples e rápido é um dos pontos fortes desse título.
Outro ponto criticado no jogo é o retrato dos personagens, que podem ser
identificados como feios. Talvez para a época eles fossem mesmo abaixo das
expectativas, mas no cenário atual de conteúdo e aparência de anime/mangá além
da conta (e necessidade), os retratos únicos de Suikoden até se tornam algo
prazeroso.
Aliado
a tudo isso, existe a sensação de mistura de culturas ocidentais e orientais.
Muitos jogos de aventura em todos os tempos se focam num ambiente medieval
fantasioso ocidental, mas as raízes chinesas de Suikoden ainda estão lá,
fornecendo uma visão diferenciada para o jogo inteiro. Esse jogo é, de fato,
recompensador. Por sua natureza fácil, é convidativo a jogar um pouco mais, e
não dura até se tornar enjoativo, jogo recomendado.
Comentários extras:
●
Assim como o título indica, a base rebelde se
encontra na água.
●
O último chefe do jogo passa a impressão de
possuir uma segunda forma, quando não o tem, o que é um pouco decepcionante
pelo baixo nível de dificuldade.


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