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Título
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Terranigma
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Série
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Soul Blazer/ Gaia
Trilogy/ Quintet RPGs
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Gênero(s)
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Action-RPG
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Console
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Super Nintendo Entertainment System
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Publisher
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Enix/Nintendo
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Desenvolvedora
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Quintet
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Rank pessoal
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10.4/12
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Personagem
favorito
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Ark
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Bloody Mary / Dark Gaia
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Ano
de lançamento
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1995
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Ano
jogado
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2013
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Dificuldade
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Média
(alta no fim)
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Tempo Estimado
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16 horas
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1995. Este ano, juntamente com
seu antecessor deveria ser memorizado por todo amante dos RPGs de console. Em
1994, o mundo recebeu um excelente jogo conhecido como Final Fantasy VI,
considerado por alguns o melhor jogo da série (embora grande parte dos fãs de
RPGs em geral prefira o VII) e um dos melhores jogos do Super Nintendo. Até
1994, provavelmente FF6 é o melhor RPG do console, mas quando se considera toda
a vida útil do SNES é cada vez mais difícil categorizar o melhor jogo de RPG. O
ano seguinte ao último lançamento do Final Fantasy do SNES teve jogos de grande
impacto e qualidade, e outras excelentes experiências menos conhecidas pela
grande massa. Dentre esses grandes títulos da qualidade estão inclusos (apenas
no ano de 1995): Chrono Trigger, Tales of Phantasia e Terranigma.
Terranigma foi o último grande
jogo da Quintet para o SNES, depois do Robotrek (uma pequena pausa da empresa
na série pós Illustion of Gaia). Este jogo é ligado aos demais RPGs da empresa
no chamado Trilogia de Gaia ou série Soul Blazer, às vezes também acoplado ao
seu sucessor, Grandstream Saga, tornando então uma série de quatro jogos. No
entanto, assim como seu outro nome, a série deveria ser chamada de “A Criação
do Céu e da Terra”.
Terranigma mantém os padrões da
sua série, e o objetivo do jogo e toda sua história gira em torno da criação da
Terra, da vida e sua evolução. De todos os jogos até agora, Illusion of Gaia
foi o único do qual o princípio do jogo não se baseou na extinção da vida na
Terra. Em Terragnima, o herói Ark não é nem Deus nem um enviado do mesmo, mas
apenas um jovem conduzido a um destino desacoplado do laço do destino (se é que
isso faz sentido) numa missão de restauração do mundo. A história começa num
pequeno vilarejo chamado Crysta, quando Ark acaba por acidentalmente abrindo a
Caixa de Pandora na tentativa de salvar seus companheiros de um congelamento.
Isso o leva a rodar todo o submundo em cinco torres para livrar seus amigos e,
no processo, acaba por ressuscitar os continentes do mundo.
Isso pode não parecer fazer
muito sentido, mas a introdução do jogo afirma que o mundo, possuindo dois lados
(um iluminado e outro escuro) entrou em conflito consigo mesmo. A batalha entre
os lados interno e externo do mundo terminou com nenhum deles vencendo, e os
continentes da Terra foram tragados pelo oceano enquanto o mundo interno, ou
submundo, foi selado.
Ao terminar de derrotar os
guardiões das cinco torres, Ark acaba por livrar o selo do submundo e
reconstrói o chão da Terra. Após isso, é guiado por um ancião de sua vila para
ir ao mundo exterior ajudar a reconstruir o planeta e a vida. O dever de Ark é
ajudar na total ressurreição do planeta. Ark então segue rumo para o planeta
através de uma fenda e não pode mais retornar para sua casa. A partir disso, o
jogador deve levar Ark por todo o planeta e aos poucos torna-lo habitável
novamente. Tal missão, separada no jogo como o capítulo dois (de quatro),
começa na Amazônia, América do Sul, para reviver o pai de todas as plantas.
Segue então para o Colorado, América do Norte, para dar vida às aves e termina
nas savanas da África salvando a vida animal como um todo e principalmente os
mamíferos.
O capítulo seguinte, o maior de
todos, é todo sobre os humanos. Ark perde sua habilidade de falar com animais e
plantas, e sua existência passa três anos apagada enquanto a vida humana volta
a ser aquilo que era antes do fim do mundo. A partir desse ponto a história do
jogo começa a mudar, e uma trama aos poucos se desenrola com algumas surpresas.
Embora o jogo pareça mudar um pouco de tema, a missão de Ark continua sendo
ajudar o planeta e, nesse caso, a guiar os humanos e seus gênios a concluir
suas grandes obras.
Terranigma tem o seu mundo
baseado no mundo real, o que torna toda a aventura mais agradável. A Quintet já
havia feito o mesmo em Illusion of Gaia, mas as referências do mundo real em
Terranigma são bem mais fortes. Para começar, é possível ver o nome dos
continentes e de vários locais da Terra no jogo. O nome de alguns países também
são mencionados, como França e Espanha e, principalmente, há grandes
referências a alguns personagens importantes da história do nosso mundo. Ark
precisa ajudar algumas personalidades como Cristóvão Colombo e Alexander Graham
Bell.
Outro tema recorrente na série,
o de reencarnação, também aparece aqui. Este tem um papel um pouco menos
importante na história do jogo, mas ainda aparece inúmeras vezes. Em
determinados momentos da aventura, Ark vivencia o encontro com alguns
conhecidos em vidas passadas e, algumas vezes, esses encontros são estranhos e
repleto de mistérios. O próprio personagem reencarna, para o fechamento do jogo
no último capítulo, após sua morte no final do capítulo dos humanos, fato
ocorrido também com outro protagonista de RPG do mesmo ano (Chrono em Chrono
Trigger), embora nesse outro caso, não tenha sido uma reencarnação.
Terranigma se apresenta mais
próximo de Soul Blazer do que de Illusion of Gaia e ainda assim soa como uma
versão mais madura de toda a série. O gameplay é mais próximo do primeiro jogo
e a história de Ark é menos baseada em viagens, encontros e amizade que a de
Will em Illusion of Gaia, mas tudo soa tão certo no último jogo. O enredo
finalmente atingiu um nível complexo, sem perder qualidade ou cair em padrões
da grande maioria dos RPGs. Embora o final do jogo se mostre um pouco parecido
com outras tentativas de enredo, no todo, Terranigma é muito mais original. É
raro ver uma tomada assim diferente nas histórias de RPGs e, ainda sendo muito
próximo dos temas da Quintet, é mais maduro e agradável.
Do ponto de vista do gameplay,
Terranigma volta a explorar a evolução do nível baseado em pontos de
experiência e em viagens para salvar pessoas e animais, como em Soul Blazer.
Agora, porém, o herói utilizada uma lança como única arma no jogo (o que é
extremamente raro em jogos). De acordo com o mesmo, o herói deve possuir a
primeira arma a ser utilizada pela raça humana. Outro ponto interessante é que
o herói começa o jogo já sabendo todos os seus poderes e movimentos com a lança
e o jogador apenas deve aprender a utiliza-los devidamente.
A caixa de Pandora não
representa apenas um detalhe no jogo. Dentro dela está Yomi, uma pequena
criatura de asas que acompanha Ark por todo o jogo, dando-lhe conselhos quando
necessário. Yomi também representa a interface do jogo, que nada mais é do que
a própria caixa de Pandora. Dentro dela, Yomi se movimenta quase livremente
como um cursor para acessar quatro diferentes salas: uma para itens, outra para
armaduras, uma terceira para armas e a sala central com informações diversas do
jogo e personagem.
O sistema de magias do jogo, no
entanto, não é o melhor de todos. O bom é que é totalmente dispensável. Para
conseguir magias, o jogador deve encontrar pedras conhecidas como Magirocks.
Essas pedras são trocadas por anéis de poderes específicos que podem ser usados
apenas uma vez cada. Existe um número limitado de Magirocks pelo jogo e, embora
abundantes, geralmente estão espalhadas umas das outras. Grande parte dos
feitiços não atinge os chefes, o que faz com que sejam úteis apenas contra
inimigos normais. Uma dica, ElecRing é muito eficaz contra um dos chefes mais difíceis
do jogo, Bloody Mary. Se possível, compre pelo menos cinco desses ao encontrar
um castelo mal assombrado e deverá se sair bem (com dez anéis um jogador pode
matá-la sem precisar usar golpes normais).
A dificuldade em Terranigma é
crescente. Começa bem simples e fácil nas cinco torres do submundo e termina
com uma dificuldade incrível no último chefe. É altamente recomendável não
enfrenta-lo abaixo do nível 35, a menos que o jogador deseje vencer utilizando
um emulador como ajudante. Ainda assim, o jogo no geral é bem agradável e sua
luta final é ainda mais dinâmica e rápida que o final de Arc the Lad 2. Aliás,
essa dificuldade final lembra bastante ActRaiser.
A trilha
sonora do jogo é excelente, porém não é tão marcante quanto outras do console.
Ainda assim, considerando os jogos da Quintet, Terranigma vai muito bem em suas
músicas, com alguns temas bem tristes e solitários e outros cheios de emoção e
sensação de aventura. Os gráficos também são bons para a época e suas cutscenes
são impressionantes (vide o nascimento das plantas e das aves, por exemplos).
Terranigma não é um jogo muito
linear e suas sidequests são interessantes, embora suas recompensas não sejam
das melhores. As mais notáveis sidequests do jogo incluem a ressurreição de
algumas terras opcionais como a Polinésia e a evolução econômica das cidades
humanas com base em ações do jogador (é possível até votar nele!).
Tal qual os demais jogos da
série, Terranigma é um jogo curto, maior que os outros, mas ainda curto. O
tempo médio para se terminar o jogo varia de 15 a 20 horas e é totalmente
recompensador. Mais uma vez a Quintet acertou em cheio e em 1995 deu ao mundo
outro grande Action RPG.
Comentários extras:
●
No jogo, o Brasil é representado por uma terra
com um carnaval eterno.
●
É um dos poucos jogos a apresentar NPCs negros
em abundância.


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