Título
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Silva
Saga
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Série
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Silva Saga
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Gênero(s)
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RPG
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Console
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Nintendo Entertainment System
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Publisher
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Seta Corporation
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Desenvolvedora
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Yuto Ramon
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Rank
pessoal
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3.1/12
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Personagem
favorito
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Nenhum
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
|
Nenhum
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Ano de
lançamento
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1992
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Ano
jogado
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2012
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Dificuldade
|
Baixa
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Silva
Saga é um daqueles JRPGs antigos imersos em influência da série Dragon Quest. A
inspiração que o jogo teve em Dragon Quest foi tão grande que pouco restou de
original em Silva Saga. A interface baseada em menu para realizar qualquer ação
é idêntica à encontrada em DQ, e o sistema de batalha também não foge das
regras estabelecidas pela franquia de RPGs mais aclamada no Japão na época (e
por muito tempo após o NES). Apenas os gráficos apresentados por Silva Saga
superam a apresentação visual de seu inspirador.
A
história em Silva Saga também não se distancia muito da fantasia medieval
consagrada nas décadas de 80 e 90, onde o herói (cujo nome o jogador escolhe) é
aquele destinado a ser o guerreiro da luz, aquele que salvará o mundo do vilão:
Zolde, que é filho de um vilão ainda maior, Zuhl, que sequer aparece no jogo. O
herói sem nome é neto do antigo guerreiro da luz e, para seguir os passos de
seu avô, deve juntar os equipamentos da luz e erradicar o mau do mundo. O que
talvez o herói não soubesse, é que suas companhias para esta aventura seriam
tão numerosas. Silva Saga possui uma característica muito diferente em
comparação a outros jogos do gênero, em Silva Saga, o número de companheiros
que o herói conhece em sua jornada é muito superior ao limite de três membros
por equipe que o jogo permite (nos moldes de Dragon Quest 2, por sinal).
Não
é como se o jogador tivesse a liberdade de trocar os companheiros do herói
quando quisesse ou a oportunidade de treinar cada um destes como quiser. O jogo
possui apenas três classes de personagens: o herói (que jamais muda, claro), o
guerreiro e o mago. As duas últimas classes nunca saem do lugar e o jogo, uma
vez que lhe tenha dado um de cada, não lhe deixa sozinho de novo. Acontece que
Silva Saga faz com que seu novo companheiro lute com o seu atual companheiro da
mesma classe, sempre forçando o jogador a trocar o velho pelo novo. Durante a
luta, o jogo apresenta a ficha de ambos os personagens em comparação,
geralmente com o novo personagem estando em melhores condições (por uma
diferença mínima). Esse ritual acontece tantas vezes que você se pergunta o que
o jogo realmente queria com aquilo, uma vez que nenhum motivo de troca é
realmente coerente.
Entre
as mudanças de membros e visitas entre as cidades sem um mapa para se guiar,
Silva Saga apresenta inimigos fáceis e personagens que passam de nível numa
velocidade anormal para os padrões do NES (e de muitos RPGs até hoje). O jogo
praticamente não exige treinamento, uma vez que seus personagens atingirão o
nível necessário para destruir os chefes apenas por caminharem direto para o
seu próximo destino. Essa mudança de ritmo faz sentido quando se pensa que o
jogo lhe dá a opção de jogar com três equipes distintas de personagens. A
primeira já foi mencionada, e é a equipe do herói. Além desta, também há uma
equipe montada com ídolos encontrados no jogo. Existem ídolos de vários
elementos e cada um possui sua própria habilidade, ídolos não são controlados
pelo jogador e apenas lutam usando magias. O último grupo é de mercenários que
podem ser contratados pelo jogador e lutam apenas com golpes físicos. Os mercenários
pelo menos podem ser equipados com os mesmos itens que os heróis e apresentam
um desempenho pouco melhor nas lutas que os ídolos, porém ambos os grupos são
praticamente inúteis no jogo.
Silva
Saga não é um RPG que apresenta grande desafio em lutas, apenas deixa o jogador
perdido para onde seguir já que há poucas informações sobre o próximo destino
(comum para RPGs da época). O jogo possui poucas músicas e ainda menos que
inspirem o jogador a permanecer no jogo. Por fim, Silva Saga garante pouco entretenimento
para seu jogador e sua falta de inovações para a época o torna um título
regular com poucas chances de competir com os clássicos concorrentes do seu
período.
Comentários extras:
- · Silva Saga deixa uma brecha gigantesca para sua continuação, Silva Saga 2.
- · Silva Saga é a continuação de Minelvaton Saga, um RPG lançado somente no Japão ainda mais obscuro.
- · Os ídolos podem ser fundidos para gerar novos, no mesmo estilo da fusão na série Megami Tensei, exceto pelo fato de praticamente não mudarem nada.
- · O sistema de dia/noite de Silva Saga possui impacto direto na evolução do jogo, exigindo que o jogador entre em determinados templos em horas exatas (não especificadas pelo jogo).
- · As magias no jogo tem pouca utilidade. Os chefes e inimigos mais poderosos tem alta esquiva contra magias, além de o dano ser fixo e baixo comparado aos ataques físicos do herói do ou guerreiro em níveis mais altos. Em Silva Saga, apenas as técnicas de cura e de transporte valem a pena.
Fonte da imagem: gamefaqs
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