quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Silva Saga



Título
Silva Saga
Série
Silva Saga
Gênero(s)
RPG
Console
Nintendo Entertainment System
Publisher
Seta Corporation
Desenvolvedora
Yuto Ramon
Rank pessoal
3.1/12
Personagem favorito
Nenhum
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Nenhum
Ano de lançamento
1992
Ano jogado
2012
Dificuldade
Baixa


    Silva Saga é um daqueles JRPGs antigos imersos em influência da série Dragon Quest. A inspiração que o jogo teve em Dragon Quest foi tão grande que pouco restou de original em Silva Saga. A interface baseada em menu para realizar qualquer ação é idêntica à encontrada em DQ, e o sistema de batalha também não foge das regras estabelecidas pela franquia de RPGs mais aclamada no Japão na época (e por muito tempo após o NES). Apenas os gráficos apresentados por Silva Saga superam a apresentação visual de seu inspirador.
    A história em Silva Saga também não se distancia muito da fantasia medieval consagrada nas décadas de 80 e 90, onde o herói (cujo nome o jogador escolhe) é aquele destinado a ser o guerreiro da luz, aquele que salvará o mundo do vilão: Zolde, que é filho de um vilão ainda maior, Zuhl, que sequer aparece no jogo. O herói sem nome é neto do antigo guerreiro da luz e, para seguir os passos de seu avô, deve juntar os equipamentos da luz e erradicar o mau do mundo. O que talvez o herói não soubesse, é que suas companhias para esta aventura seriam tão numerosas. Silva Saga possui uma característica muito diferente em comparação a outros jogos do gênero, em Silva Saga, o número de companheiros que o herói conhece em sua jornada é muito superior ao limite de três membros por equipe que o jogo permite (nos moldes de Dragon Quest 2, por sinal).
    Não é como se o jogador tivesse a liberdade de trocar os companheiros do herói quando quisesse ou a oportunidade de treinar cada um destes como quiser. O jogo possui apenas três classes de personagens: o herói (que jamais muda, claro), o guerreiro e o mago. As duas últimas classes nunca saem do lugar e o jogo, uma vez que lhe tenha dado um de cada, não lhe deixa sozinho de novo. Acontece que Silva Saga faz com que seu novo companheiro lute com o seu atual companheiro da mesma classe, sempre forçando o jogador a trocar o velho pelo novo. Durante a luta, o jogo apresenta a ficha de ambos os personagens em comparação, geralmente com o novo personagem estando em melhores condições (por uma diferença mínima). Esse ritual acontece tantas vezes que você se pergunta o que o jogo realmente queria com aquilo, uma vez que nenhum motivo de troca é realmente coerente.
    Entre as mudanças de membros e visitas entre as cidades sem um mapa para se guiar, Silva Saga apresenta inimigos fáceis e personagens que passam de nível numa velocidade anormal para os padrões do NES (e de muitos RPGs até hoje). O jogo praticamente não exige treinamento, uma vez que seus personagens atingirão o nível necessário para destruir os chefes apenas por caminharem direto para o seu próximo destino. Essa mudança de ritmo faz sentido quando se pensa que o jogo lhe dá a opção de jogar com três equipes distintas de personagens. A primeira já foi mencionada, e é a equipe do herói. Além desta, também há uma equipe montada com ídolos encontrados no jogo. Existem ídolos de vários elementos e cada um possui sua própria habilidade, ídolos não são controlados pelo jogador e apenas lutam usando magias. O último grupo é de mercenários que podem ser contratados pelo jogador e lutam apenas com golpes físicos. Os mercenários pelo menos podem ser equipados com os mesmos itens que os heróis e apresentam um desempenho pouco melhor nas lutas que os ídolos, porém ambos os grupos são praticamente inúteis no jogo.
    Silva Saga não é um RPG que apresenta grande desafio em lutas, apenas deixa o jogador perdido para onde seguir já que há poucas informações sobre o próximo destino (comum para RPGs da época). O jogo possui poucas músicas e ainda menos que inspirem o jogador a permanecer no jogo. Por fim, Silva Saga garante pouco entretenimento para seu jogador e sua falta de inovações para a época o torna um título regular com poucas chances de competir com os clássicos concorrentes do seu período.

Comentários extras:



  • ·         Silva Saga deixa uma brecha gigantesca para sua continuação, Silva Saga 2.
  • ·         Silva Saga é a continuação de Minelvaton Saga, um RPG lançado somente no Japão ainda mais obscuro.
  • ·         Os ídolos podem ser fundidos para gerar novos, no mesmo estilo da fusão na série Megami Tensei, exceto pelo fato de praticamente não mudarem nada.
  • ·         O sistema de dia/noite de Silva Saga possui impacto direto na evolução do jogo, exigindo que o jogador entre em determinados templos em horas exatas (não especificadas pelo jogo).
  • ·         As magias no jogo tem pouca utilidade. Os chefes e inimigos mais poderosos tem alta esquiva contra magias, além de o dano ser fixo e baixo comparado aos ataques físicos do herói do ou guerreiro em níveis mais altos. Em Silva Saga, apenas as técnicas de cura e de transporte valem a pena.
  
Fonte da imagem: gamefaqs

Nenhum comentário:

Postar um comentário