Título
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Ys III – Wanderers from Ys
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Série
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Ys
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Gênero(s)
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Action-RPG
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Console
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Sega Mega Drive
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Publisher
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Falcom
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Desenvolvedora
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Riot
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Rank
pessoal
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9.8/12
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Personagem
favorito
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Adol
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Bolo Knight
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Ano de
lançamento
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1989
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Ano
jogado
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2012
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Dificuldade
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Média
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Após
o fechamento da primeira história de Ys, dividida em dois jogos, a Publisher /desenvolvedora
Falcom escolheu que estava na hora de Adol Christ seguir um novo rumo em sua
vida. Continuando suas aventuras, desta vez acompanhado de seu amigo Dogi, Adol
viajou pelo mundo durante três anos antes de encontrar o começo de um novo
jogo. Neste começo, Adol e Dogi são levados de volta a vila natal de Dogi, que
se encontra com problemas.
A
mudança de perspectiva de Adol (e da Falcom) para com esta aventura é
suficiente para que todo o jogo mudasse de perspectiva com eles, saindo do
original topdown-view para um side-scroller. Isso implicou em pequenas mudanças
nos mecanismos do jogo. Originalmente, Ys não necessitava que o jogador
apertasse botão algum para que Adol trespassasse seus oponentes. O herói dava
aos seus oponentes o próprio veneno, ou seja, apenas precisava esbarrar em
qualquer monstro para que lhe causasse danos. Porém, como ambos os lados usam
da mesma estratégia, era necessário que Adol estivesse no ângulo certo para que
sua espada atingisse o alvo com precisão (ou que ele fosse tão ridiculamente
mais poderoso que o inimigo, que o destruía mesmo indo de frente).
Em
Ys III, porém, Adol já não possui mais essa habilidade. Ele se torna incapaz de
desferir golpes por si só, fazendo com que o jogador volte a ter controle sobre
suas ações ofensivas (mais do que apenas se movimentar). Mas a Falcom torna o
processo bem simples, e apenas pressionar o botão é o bastante para que Adol
balance sua espada em ataques sequenciais e incansáveis para a boa segurança do
jogador.
Em
escopo, o jogo inteiro parece mais simples que os seus antecessores. O jogo não
mais apresenta todos os seus cenários em “tamanho real”, os quais deixavam o
jogador navegar o mundo por dentro sempre. Em Wanderers from Ys, suas opções
são reduzias a um mapa-múndi do jogo e, conforme a história avança, novas
dungeons são inclusas como opções. Ys III também apresenta apenas uma cidade,
Adol não mais utiliza magias (exatamente como no primeiro jogo) e seus
equipamentos são mais simples.
Comparado
com algumas outras versões de Ys, Wanderers from Ys também possui um menor
número de níveis que Adol pode atingir. Porém todas essas reduções não tiram o
brilho do jogo. A aventura é sólida, apresenta variedade de dungeons e
inimigos, incluindo chefes e possui uma ótima trilha sonora. O jogo também tem
dificuldade razoável, que aumenta sempre no encontro com um novo chefe. O
último chefe é um dos inimigos mais fortes do jogo e faz jus ao título que
possui.
Quando
se trata das dungeons, Wanderers from Ys revela sempre dungeons com mais de um
cenário interno e mesmo que um dos terrenos mais comuns em todos os RPGs (a
caverna) apareça várias vezes no jogo, cada vez que é apresentado ao jogador,
esse ambiente mostra algum diferencial para com os outros. Nunca uma dungeon
permanece com sua aparência do início ao fim e, em alguns casos, uma dungeon
pode esconder outra dungeon dentro de si, aumentando assim o escopo do jogo de
uma maneira diferente, mesmo que o número de pontos via mapa-múndi pareça
limitado.
Por
fim, Ys III – Wanderers from Ys é um jogo curto, que necessita de menos de dez
horas para ser fechado (mesmo atingindo o nível máximo, o que é estritamente
necessário para continuar no jogo) o que, portanto, não é um impedimento para
nenhum jogador que busque algo recompensador.
Comentários extras:
- O jogo, assim como quase todos os Ys, possui vários ports e um remake (chamado de Oath in Felghana).
- O level design da torre do relógio no Mega Drive tornou a passagem por um dos pontos do jogo extremamente difícil em relação a outras versões do jogo.
Imagem: http://forum.jogos.uol.com.br/
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