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Título
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Dragon Quest IV: Chapters of the Chosen
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Série
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Dragon Quest
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Gênero(s)
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RPG
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Console(s)
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Nintendo DS
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Publisher
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Square Enix
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Desenvolvedora
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ArtePiazza
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Rank pessoal
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9.1/12
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Personagem
favorito
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Herói/Heroína
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Modo
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SP
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Inimigo mais
difícil
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Psaro the Manslayer
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Ano de
lançamento
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1990
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Ano jogado
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2012
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Dificuldade
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Alta
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Dragon
Quest é uma das franquias de RPGs japoneses mais tradicionais, ou, para ser
mais exato, uma das mais influentes para o que hoje consideramos “tradicional”
quando se fala em RPG eletrônico. Por muito tempo, Dragon Quest foi a série de
RPGs mais popular no Japão, superando a série Final Fantasy por longos anos.
Além de ser consideravelmente mais difícil. Tudo isso é sabido por muitos “rpgistas”, ainda que muitos sequer
tenham jogado algum título dessa série.
Dragon
Quest IV: Chapters of the Chosen (DQ4) é, como o nome sugere, o quarto título
da série Dragon Quest. Título originalmente desenvolvido para o NES, refeito
para PSX e NDS, onde um arco novo da história foi introduzido (sexto capítulo).
Em
1990, quando o jogo foi lançado, as duas séries principais de RPGs no Japão se
encontravam no terceiro (FF) e quarto (DQ) título. Nesse ponto algo estava
claro, enquanto a série Final Fantasy estava se reinventando a cada título,
sempre construindo um mundo novo, com novos personagens e uma história
completamente nova, mantendo apenas alguns elementos em comum entre cada
título, a série Dragon Quest estava fazendo uso do mesmo mundo em épocas
diferentes para contar a mesma história de modo completo. Porém o terceiro
título do Dragon Quest fechou um arco, que hoje é conhecido como o arco do Rei
Dragão, ou a Trilogia de Loto (ou Erdick, dependendo da versão do jogo).
Dragon
Quest IV começou então uma nova trilogia, chamada de Castelo Celestial, que é
claro, englobam os quarto, quinto e sexto jogos. Essa trilogia não faz nenhuma
referência à primeira do DQ, usando um novo mundo e uma nova história para os
seus jogos.
DQ4
também inicia uma série de inovações. Primeiro de tudo é o sistema de capítulos
no qual a história do jogo é contada. O jogo é dividido em cinco capítulos (no
DS ou PSX são seis), onde cada capítulo se passa na perspectiva de um dos
heróis do jogo. O quinto capítulo se passa na perspectiva do verdadeiro herói,
quando este se une a todos os outros heróis previamente vistos e forma o time
verdadeiro para o final do jogo. Cada capítulo, apesar de não ser muito longo,
conta com uma história própria e revela os objetivos de cada herói e seus
motivos para iniciar a aventura.
Essa
forma de contar a história mantém o jogador mais próximo dos personagens
secundários do jogo, uma vez que por algum tempo (provavelmente algumas boas
horas) o jogador tem de ver aquele personagem como protagonista do capítulo.
DQ4 também é um dos primeiros DQs (principalmente no seu remake) a dar uma
personalidade de fato aos personagens. Embora o jogo não seja tão tagarela
quanto outros RPGs (e principalmente se comparado aos jogos FFs), ainda é muito
mais detalhado nesse sentido que os primeiros jogos da série (e seus respectivos
remakes no SNES).
Outras
inovações incluem o uso do casino (embora este tenha sido usado também no
remake do DQ3 no SNES), uso de “inteligência artificial” (que na verdade é só
uma forma de dar o comando dos personagens ao CPU, sem real inteligência
inclusa) para o time (exceto o herói) e o uso de uma carroça onde o resto do
time, tal como itens excedentes ficam à espera para quando necessário. O time
também pode ser trocado em tempo real durante as lutas se forem ao ar livre ou
contra o último chefe.
O
uso de capítulos também é interessante porque ao final de cada um dos quatro
primeiros, apesar de terem sido concluídos, não passam de prólogos da aventura
principal, ou seja, o quinto capítulo. Terminar cada capítulo também funciona
como uma recompensa menor e imediata para o jogador, além de uma boa medida
para o avanço no jogo (exatamente como a troca de CD faz nos jogos que são
multi discos).
Dragon
Quest 4 mantém sua trilha sonora épica e heroica, como de costume. Cada
capítulo possui um tema diferente no mapa-múndi, referente ao herói que se
encontra como líder, ainda que os temas não sejam tão marcantes quanto o do
terceiro jogo. Dragon Quest 4 também é difícil, especialmente se comparado com
jogos mais recentes. Vários inimigos possuem habilidades irritantes e
complicadas, mesmo que a maioria não imobilize os seus personagens (exceto as
que matam instantaneamente, embora extremamente raras). Os “buffs” do jogo são
extremamente úteis e muitos inimigos fazem uso de magias que alteram os atributos
dos personagens, o que tem impacto imediato nas lutas.
Embora
um jogo de números baixos (com danos bem altos atingindo apenas a casa dos 300,
enquanto outros jogos passam de 9999), as lutas são desafiadoras e os chefes
são poderosos e requerem cuidados. A limitação de itens por personagem, além da
quase inexistência de itens para recuperar MP torna o jogo ainda mais difícil,
uma vez que o jogador não pode depender demais de magias.
Outra
coisa interessante é a função do herói. De fato visto até agora (por mim)
apenas na série Dragon Quest. Enquanto em vários jogos o protagonista, mesmo
sendo o herói, pouco tem a oferecer se comparado aos outros personagens da
equipe, em geral sendo apenas um pouco mais forte e/ou versátil, em DQ (e no
DQ4 não é diferente) o herói é, realmente, O herói. Com poderosas magias, capaz
de utilizar os melhores equipamentos, com boa força, velocidade e defesa,
podendo curar todo o time (com uma potência até melhor que os curandeiros) e
uma magia que utiliza a força de todo o time para causar um dano massivo no
inimigo. Em DQ4, além disso tudo, também é usuário das magias de trovão, uma
das mais poderosas. A única coisa que o herói não pode fazer em comparação com
outros magos é se transformar em dragão.
Para
enfrentar um monstro terrível como o herói (para os padrões de heróis em RPGs),
somente um vilão a altura, então espere um último chefe complicado com inúmeras
transformações e poderes alternativos.
Dragon
Quest IV: Chapters of the Chosen é um ótimo jogo, com uma história contada de
um jeito especial e personagens interessantes, além de não ter tagarela. Se
busca um jogo onde você vai mais para a ação, sem perder as raízes e tradições
dos RPGs japoneses, DQ4 é a escolha certa. E, no final, quem sabe, até o vilão
da história se renda para o bem e entre no seu time para se aventurar um
capítulo extra.
Comentários extras:
- Torneko, o mercador do time, ganha um jogo próprio para o SNES chamado Torneko's Great Adventure: Mysterious Dungeon, primeiro jogo da série spin-off Mistery Dungeon.
- Assim como DQ3, o jogador pode escolher se o herói é menino ou menina.
- DQ4 é um dos RPGs onde um time só de mulheres pode vir a ter um desempenho melhor do que utilizando homens.
Imagem: thatvideogameblog.com

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