Título
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Fire
Emblem Gaiden
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Série
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Fire Emblem
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Gênero(s)
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Tactical-RPG
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Console
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Nintendo Entertainment System
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Publisher
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Nintendo
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Desenvolvedora
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Intelligent Systems
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Rank
pessoal
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6.7/12
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Personagem
favorito
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Celica
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Judah
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Ano
de lançamento
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1991
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Ano
jogado
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2013
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Dificuldade
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Muito
alta (insanamente alta no fim)
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Tempo
Estimado
|
Incalculável
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Fire Emblem é uma longa série de
RPGs táticos (às vezes também chamados de RPGs estratégicos – Strategy-RPG) que
conta atualmente com onze (11) jogos oficiais. No entanto, a série só veio a
ser mais conhecida no ocidente no seu sétimo título, Fire Emblem Rekka no Ken,
localizado apenas como Fire Emblem (por ser o primeiro a cruzar o oceano).
Ao longo dos anos, os títulos
anteriores da série começaram a ser traduzidos por fãs e disponibilizados na
internet. Os jogos lançados para o Super Nintendo foram os primeiros a receber
essa atenção, e atualmente os dois primeiros jogos no NES também possuem
traduções completas. O primeiro jogo teve um remake oficial no DS chamado Fire
Emblem: Shadow Dragon, tornando assim a série bem mais acessível ao público em
geral.
Mas para os fãs da série, FE
Gaiden é geralmente considerado a ovelha negra da família. Este jogo tem sua
história em paralelo com o do primeiro jogo, ocorrendo em outro continente e
contando a história de dois irmãos: Alm e Celica. FE Gaiden também foi base
para alguns experimentos na série que (pelo que tudo indica) foram rejeitados nos
jogos futuros. Algumas mudanças presentes nesse jogo são: capítulos com várias
lutas (nos quais o jogador pode navegar por um mapa semelhante ao do Super
Mario Bros 3), possibilidade de explorar cidades e dungeons livremente como em
outros RPGs, possibilidade de repetir algumas lutas (característica que
retornou em outro jogo da série, Sacred Stones) e promoções múltiplas e/ou
organizadas como árvore (mais de uma opção de evolução).
Os capítulos são organizados
como um fragmento da ilha/continente no qual um dos dois personagens ou ambos
podem se mover. Alm e Celica não lutam juntos até o final do jogo, portanto o
título trabalha com dois grupos de personagens, um para cada herói em sua
própria jornada. Alm procura encerrar uma guerra com o reino do norte enquanto
Celica busca respostas do motivo da deusa Mila ter sido selada. O objetivo dos
dois se encontra na região setentrional do continente, mas devido a algumas
circunstâncias, os irmãos caminham separados. Cada capítulo é composto por um
conjunto de lutas pontilhadas no mapa, e o jogador tem liberdade para mover as
tropas dos heróis avançando ou retornando no mapa conforme necessário. Embora
os capítulos dividam o mapa em várias partes, o jogador tem a opção de retornar
para as regiões mais ao sul (de capítulos anteriores) uma vez que já tenha
passado por lá.
Esse movimento mais livre cria a
possibilidade do jogador treinar em dungeons. Dentro de uma, o jogador tem de
enfrentar o conjunto de lutas uma única vez até o final da fase, onde
geralmente se encontra uma estátua que pode promover os personagens aptos à
promoção. Ao sair e retornar para a caverna, o jogador tem de encarar todas as
lutas novamente. Embora isso permita que o jogador treine com mais facilidade,
a quantidade de experiência recebida por combate é bem menor nesse título que
nos demais do FE, mesmo para o começo. Como a dificuldade de Fire Emblem Gaiden
é bem elevada, isso força o jogador a treinar por cada ponto de evolução que os
personagens podem ganhar, tornando a experiência num grande “grind fest” que
permanecerá até o final do jogo.
Um dos maiores problemas no
design dos treinos do FE Gaiden é que somente quando o jogador já está perto do
final da aventura que o jogo tende a facilitar o treino. Como muitas lutas são
ridiculamente complicadas, deixando o jogador à mercê da sorte ao invés de uma
boa estratégia, FE Gaiden pode ser frustrante a partir do capítulo 3 (de 5 no
total).
Outra diferença com relação aos
demais jogos são as classes arqueiras. Primeiro de tudo, elas não são
antiaéreas por natureza, necessitando de um arco especial para ganharem essa
propriedade. Além disso, os arqueiros têm menores limitações de alcance do seu
ataque. As casas adjacentes também podem ser atingidas (ou seja, num combate
corpo a corpo, o arqueiro revida) e sua distância é aumentada cada vez mais com
o arco normal e arcos opcionais. Isso torna as classes arqueiras umas das mais
complicadas de vencer e planejar nesse jogo.
Todos os personagens já vem
equipados com armas inquebráveis. As armas normais não precisam ser trocadas e
apenas itens especiais são equipados. Além disso, todos os itens também são
inquebráveis. As magias são aprendidas conforme o nível do personagem sobe e
elas custam HP ao invés de ter seu número limitado como as armas em geral. Muitos
itens têm propriedades curativas e regeneram 5 de HP por turno. E as magias de
cura não dão mais experiência, tornando as classes curandeiras ainda mais
difíceis de treinar (pra compensar isso, toda classe curandeira possui pelo
menos um ataque, em geral sem custo de HP).
Nesse título, os personagens
podem ser promovidos sem a necessidade de itens e os níveis necessários variam
para cada classe. Por exemplo, cidadãos podem ser promovidos no nível 3
enquanto as feiticeiras necessitam de nível 20 (o mais alto) para atingirem a
nova classe. Por conta dos itens de cura e outros pontos regenerativos de vida,
as classes invocadoras se tornam problemáticas. Esses inimigos comuns são
capazes de gerar hordas e mais hordas de monstros, com o único limite a própria
limitação do NES em lidar com inúmeros sprites. Sempre que o jogador elimina
algum adversário, seja ele conjurado pelo invocador ou não, libera uma vaga de
um novo monstro do feiticeiro. Como o vilão pode invocar até seis (6) inimigos
por turno, a vida do jogador é dura em muitas batalhas.
Dentre os destaques positivos do
título, podemos incluir uma razoável trilha sonora bem diversa e seus
excelentes gráficos para a época. Cada capítulo possui uma música tema
diferente no fundo, e as batalhas possuem diversas faixas também de acordo com
quem está atacando ou se a batalha é contra chefes (inimigo atacando possui um
tema, jogador atacando tem outro). Os sprites são bem animados tanto em sua
visualização no mapa quanto nos combates. No último desafio o jogo até mesmo
colocou uma série nova de animações no confronto entre Alm e Doma, o último
chefe. O golpe de misericórdia para finalizar a aventura também tem uma
animação própria, ligada diretamente com os créditos. Esse tipo de animação
própria para o final viria a ser repetido pela Nintendo em outro jogo bem mais
famoso: Zelda Ocarina of Time.
De modo geral, Fire Emblem
Gaiden é um jogo medíocre. Não é tão recompensador de se jogar quanto seus
companheiros de série, todavia não é tão ruim a ponto de ser deixado de lado.
Considerando que o único modo de jogar este jogo em inglês é via emulador,
fazendo um bom uso dele um jogador pode evitar dores de cabeça e aproveitar
para conhecer uma das entradas mais diferenciadas da série.
Comentários extras:
●
Uma das traduções está incompleta e bagunçada,
procure a correta.
●
Na tradução correta, uma das personagens possui
um nome bem indevido aos leitores brasileiros: Teeta.


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