sábado, 27 de setembro de 2014

Fire Emblem Gaiden


Título
Fire Emblem Gaiden
Série
Fire Emblem
Gênero(s)
Tactical-RPG
Console
Nintendo Entertainment System
Publisher
Nintendo
Desenvolvedora
Intelligent Systems
Rank pessoal
6.7/12
Personagem favorito
Celica
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Judah
Ano de lançamento
1991
Ano jogado
2013
Dificuldade
Muito alta (insanamente alta no fim)
Tempo Estimado
Incalculável

    Fire Emblem é uma longa série de RPGs táticos (às vezes também chamados de RPGs estratégicos – Strategy-RPG) que conta atualmente com onze (11) jogos oficiais. No entanto, a série só veio a ser mais conhecida no ocidente no seu sétimo título, Fire Emblem Rekka no Ken, localizado apenas como Fire Emblem (por ser o primeiro a cruzar o oceano).
    Ao longo dos anos, os títulos anteriores da série começaram a ser traduzidos por fãs e disponibilizados na internet. Os jogos lançados para o Super Nintendo foram os primeiros a receber essa atenção, e atualmente os dois primeiros jogos no NES também possuem traduções completas. O primeiro jogo teve um remake oficial no DS chamado Fire Emblem: Shadow Dragon, tornando assim a série bem mais acessível ao público em geral.
    Mas para os fãs da série, FE Gaiden é geralmente considerado a ovelha negra da família. Este jogo tem sua história em paralelo com o do primeiro jogo, ocorrendo em outro continente e contando a história de dois irmãos: Alm e Celica. FE Gaiden também foi base para alguns experimentos na série que (pelo que tudo indica) foram rejeitados nos jogos futuros. Algumas mudanças presentes nesse jogo são: capítulos com várias lutas (nos quais o jogador pode navegar por um mapa semelhante ao do Super Mario Bros 3), possibilidade de explorar cidades e dungeons livremente como em outros RPGs, possibilidade de repetir algumas lutas (característica que retornou em outro jogo da série, Sacred Stones) e promoções múltiplas e/ou organizadas como árvore (mais de uma opção de evolução).
    Os capítulos são organizados como um fragmento da ilha/continente no qual um dos dois personagens ou ambos podem se mover. Alm e Celica não lutam juntos até o final do jogo, portanto o título trabalha com dois grupos de personagens, um para cada herói em sua própria jornada. Alm procura encerrar uma guerra com o reino do norte enquanto Celica busca respostas do motivo da deusa Mila ter sido selada. O objetivo dos dois se encontra na região setentrional do continente, mas devido a algumas circunstâncias, os irmãos caminham separados. Cada capítulo é composto por um conjunto de lutas pontilhadas no mapa, e o jogador tem liberdade para mover as tropas dos heróis avançando ou retornando no mapa conforme necessário. Embora os capítulos dividam o mapa em várias partes, o jogador tem a opção de retornar para as regiões mais ao sul (de capítulos anteriores) uma vez que já tenha passado por lá.
    Esse movimento mais livre cria a possibilidade do jogador treinar em dungeons. Dentro de uma, o jogador tem de enfrentar o conjunto de lutas uma única vez até o final da fase, onde geralmente se encontra uma estátua que pode promover os personagens aptos à promoção. Ao sair e retornar para a caverna, o jogador tem de encarar todas as lutas novamente. Embora isso permita que o jogador treine com mais facilidade, a quantidade de experiência recebida por combate é bem menor nesse título que nos demais do FE, mesmo para o começo. Como a dificuldade de Fire Emblem Gaiden é bem elevada, isso força o jogador a treinar por cada ponto de evolução que os personagens podem ganhar, tornando a experiência num grande “grind fest” que permanecerá até o final do jogo.
    Um dos maiores problemas no design dos treinos do FE Gaiden é que somente quando o jogador já está perto do final da aventura que o jogo tende a facilitar o treino. Como muitas lutas são ridiculamente complicadas, deixando o jogador à mercê da sorte ao invés de uma boa estratégia, FE Gaiden pode ser frustrante a partir do capítulo 3 (de 5 no total).
    Outra diferença com relação aos demais jogos são as classes arqueiras. Primeiro de tudo, elas não são antiaéreas por natureza, necessitando de um arco especial para ganharem essa propriedade. Além disso, os arqueiros têm menores limitações de alcance do seu ataque. As casas adjacentes também podem ser atingidas (ou seja, num combate corpo a corpo, o arqueiro revida) e sua distância é aumentada cada vez mais com o arco normal e arcos opcionais. Isso torna as classes arqueiras umas das mais complicadas de vencer e planejar nesse jogo.
    Todos os personagens já vem equipados com armas inquebráveis. As armas normais não precisam ser trocadas e apenas itens especiais são equipados. Além disso, todos os itens também são inquebráveis. As magias são aprendidas conforme o nível do personagem sobe e elas custam HP ao invés de ter seu número limitado como as armas em geral. Muitos itens têm propriedades curativas e regeneram 5 de HP por turno. E as magias de cura não dão mais experiência, tornando as classes curandeiras ainda mais difíceis de treinar (pra compensar isso, toda classe curandeira possui pelo menos um ataque, em geral sem custo de HP).
    Nesse título, os personagens podem ser promovidos sem a necessidade de itens e os níveis necessários variam para cada classe. Por exemplo, cidadãos podem ser promovidos no nível 3 enquanto as feiticeiras necessitam de nível 20 (o mais alto) para atingirem a nova classe. Por conta dos itens de cura e outros pontos regenerativos de vida, as classes invocadoras se tornam problemáticas. Esses inimigos comuns são capazes de gerar hordas e mais hordas de monstros, com o único limite a própria limitação do NES em lidar com inúmeros sprites. Sempre que o jogador elimina algum adversário, seja ele conjurado pelo invocador ou não, libera uma vaga de um novo monstro do feiticeiro. Como o vilão pode invocar até seis (6) inimigos por turno, a vida do jogador é dura em muitas batalhas.
    Dentre os destaques positivos do título, podemos incluir uma razoável trilha sonora bem diversa e seus excelentes gráficos para a época. Cada capítulo possui uma música tema diferente no fundo, e as batalhas possuem diversas faixas também de acordo com quem está atacando ou se a batalha é contra chefes (inimigo atacando possui um tema, jogador atacando tem outro). Os sprites são bem animados tanto em sua visualização no mapa quanto nos combates. No último desafio o jogo até mesmo colocou uma série nova de animações no confronto entre Alm e Doma, o último chefe. O golpe de misericórdia para finalizar a aventura também tem uma animação própria, ligada diretamente com os créditos. Esse tipo de animação própria para o final viria a ser repetido pela Nintendo em outro jogo bem mais famoso: Zelda Ocarina of Time.
    De modo geral, Fire Emblem Gaiden é um jogo medíocre. Não é tão recompensador de se jogar quanto seus companheiros de série, todavia não é tão ruim a ponto de ser deixado de lado. Considerando que o único modo de jogar este jogo em inglês é via emulador, fazendo um bom uso dele um jogador pode evitar dores de cabeça e aproveitar para conhecer uma das entradas mais diferenciadas da série.
Comentários extras:

     Uma das traduções está incompleta e bagunçada, procure a correta.
     Na tradução correta, uma das personagens possui um nome bem indevido aos leitores brasileiros: Teeta.




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