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Título
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Mario & Luigi: Partners in
Time
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Série
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Mario & Luigi
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Gênero(s)
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RPG
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Console
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Nintendo DS
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Publisher
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Nintendo
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Desenvolvedora
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AlphaDream
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Rank pessoal
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9/12
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Personagem
favorito
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Luigi
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Princesa Shroob
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Ano
de lançamento
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2005
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Ano
jogado
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2013
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Dificuldade
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Média
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Tempo Estimado
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30 horas
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O papel do tempo em Mario &
Luigi: Partners in Time é, como o nome sugere, importante. Não apenas preenche
as lacunas do enredo e do cenário do jogo, como também de seu gameplay. Tempo e
ritmo sempre foram características marcantes nos RPGs do Mario e nesse não é
diferente. O que difere este título do anterior é como o ritmo e o tempo são
ajeitados aos personagens. No primeiro jogo da série Mario & Luigi, o
jogador era desafiado a controlar paralelamente dois personagens pelo cenário e
pelas lutas, de acordo com os botões disponíveis no GameBoy (A e B), cada um
representando um dos irmãos Mario. Pressionar no tempo devido um desses botões
(ou mesmo os dois) não apresentava desafio muito grande, portanto o nível de
dificuldade dos reflexos e tempo certos para os movimentos exigido no jogo era
alto, principalmente no fim. Já em Partners in Time, devido ao aumento do
número de botões disponíveis no portátil, o número de personagens que o jogador
é desafiado a controlar simultaneamente também cresceu.
Precisamente, este número
dobrou, porém não em tempo integral. O título da série é Mario and Luigi, o que
tornaria estranho ter outros personagens no rol dos controláveis que não fossem
esses dois. Portanto as versões bebês dos irmãos entraram no jogo, mantendo a
coerência do nome da série e aumentando a interatividade e complexidade do jogo
sem nenhuma perda. O que torna o título mais confortável é que na maior parte
do tempo o jogador deve apenas controlar dois personagens (quase sempre nos
pares das versões adultas ou bebês).
Em alguns golpes, porém, é
preciso controlar todos juntos, e é aí que o jogo mostra como o tempo é
importante. Claro, o enredo trata sobre uma viagem no tempo ao passado, quando
o Reino do Cogumelo está sendo invadido por uma raça alienígena chamada Shroob
(uma espécie de fungo), e os Mario Bros. seguem seu rumo para ajudar o reino e
salvar a Princesa Peach de mais um sequestro, mas isso é apenas a casca. É
óbvio também que, tal o nome, a parceria ocorre nas versões de tempos
diferentes dos irmãos, porém isso é uma camada mais profunda das três camadas
de “tempo” do Partners in Time. A última camada, a mais central é, sem dúvida,
o gameplay. Ritmo e tempo, aliado ao controle preciso de qual botão apertar,
isso é o jogo.
Este fato se torna mais visível
no final do jogo, quando a última batalha contra o Bowser se mostra
inteiramente em cima dos reflexos precisos e do tempo que o jogador aprendeu
tão bem ao longo da aventura. Nessa luta, o jogador tem suas opções ofensivas
totalmente bloqueadas, Bowser investe com uma sequência inquebrável de ataques
e o único modo de derrota-lo é usando o contra-ataque rítmico característico da
série para evitar danos enquanto causa no adversário. E só. Sem itens, sem
curas, apenas uma vida para cada personagem. Se o jogador falhou em aprender
como o tempo é importante ao longo do jogo, sentirá dificuldades para
termina-lo.
Mesmo dito isso, a dificuldade
dessa aventura é menor que a da anterior. Uma vez que é necessário controlar
mais personagens, as ações dos inimigos se tornaram um pouco mais simples,
principalmente a dos chefes finais. Além disso, um bom jogador conseguirá
causar danos devastadores nos ataques de grupo, tornando todo o processo mais
simples.
Apesar do tema viagem no tempo,
a exploração e os cenários ocorrem primariamente no tempo passado, embora em
muitos lugares recorrentes da versão anterior do jogo, o enredo de Partners in
Time mantém as coisas frescas por mais um jogo. Tal enredo não apresenta
grandes surpresas, com algumas exceções ao fim da aventura, mas tal simplicidade
não afeta negativamente a experiência. E assim como o jogo anterior, este tem
curta duração, mesmo ao buscar a conclusão de algumas sidequests, o tempo médio
é de quinze (15) horas.
A trilha sonora e os gráficos do
jogo são decentes, porém nada muito impressionante. O foco, como já dito, é o
gameplay. Algumas músicas já conhecidas de Mario retornam, sendo as mais
notáveis os temas do castelo da Princesa Peach de Super Mario 64 e o clássico
tema da caverna (“dungeon”) do Super Mario Bros.
Infelizmente dessa vez Luigi
perde um pouco de sua graça apresentada tão devidamente no jogo anterior.
Agora, com mais personagens, a distribuição dos papeis e habilidades ficou mais
equilibrado e, embora ainda agradável, Luigi perdeu um pouco de seu brilho
anterior (e seus incríveis poderes elétricos). A força de cada personagem
depende de como os pontos de bônus são adquiridos pelo jogador ao passar de
nível, então nenhum dos irmãos tem uma desvantagem clara. O problema é que
também perderam suas características únicas.
Algo
que se manteve nos jogos é a maneira como os irmãos se comunicam com o resto do
mundo. Mario e Luigi ainda falam com um estranhíssimo sotaque italiano de um
jeito totalmente incompreensível e engraçado. Suas reações e atitudes ainda
dizem muito do que querem, mas nunca se saberá as exatas palavras. Partners in
Time reitera que nem sempre é necessário que o protagonista seja fluente na
mesma língua do jogador, seja ela qual for (uma tomada um pouco diferente do
protagonista silencioso, e mais graciosa para um jogo tão leve e divertido).
Após o resultado mais maduro e
evolução da série, sem perder seus elementos de action, puzzle, adventure e
platformer, é difícil imaginar pra onde Mario & Luigi seguiria, porém a
Nintendo mostrou que a série ainda pode ir longe, adicionando pelo menos outros
dois jogos ao conjunto: um em 2009 e outro em 2013. Para saber se estes são tão
recompensadores ao se jogar quanto Partners in Time, só o tempo de jogo dirá.
Comentários extras:
●
Os feijões nesse jogo tem pouca utilidade, uma
vez que os itens adquiridos por eles não são tão úteis quanto os que podem ser
encontrados sem eles.
●
Fawful, um inimigo do jogo anterior, conhecido
por sua fala “I HAVE FURY!” aparece nesse jogo como um negociante de feijões.
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