quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mario & Luigi: Partners in Time



Título
Mario & Luigi: Partners in Time
Série
Mario & Luigi
Gênero(s)
RPG
Console
Nintendo DS
Publisher
Nintendo
Desenvolvedora
AlphaDream
Rank pessoal
9/12
Personagem favorito
Luigi
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Princesa Shroob
Ano de lançamento
2005
Ano jogado
2013
Dificuldade
Média
Tempo Estimado
30 horas

    O papel do tempo em Mario & Luigi: Partners in Time é, como o nome sugere, importante. Não apenas preenche as lacunas do enredo e do cenário do jogo, como também de seu gameplay. Tempo e ritmo sempre foram características marcantes nos RPGs do Mario e nesse não é diferente. O que difere este título do anterior é como o ritmo e o tempo são ajeitados aos personagens. No primeiro jogo da série Mario & Luigi, o jogador era desafiado a controlar paralelamente dois personagens pelo cenário e pelas lutas, de acordo com os botões disponíveis no GameBoy (A e B), cada um representando um dos irmãos Mario. Pressionar no tempo devido um desses botões (ou mesmo os dois) não apresentava desafio muito grande, portanto o nível de dificuldade dos reflexos e tempo certos para os movimentos exigido no jogo era alto, principalmente no fim. Já em Partners in Time, devido ao aumento do número de botões disponíveis no portátil, o número de personagens que o jogador é desafiado a controlar simultaneamente também cresceu.
    Precisamente, este número dobrou, porém não em tempo integral. O título da série é Mario and Luigi, o que tornaria estranho ter outros personagens no rol dos controláveis que não fossem esses dois. Portanto as versões bebês dos irmãos entraram no jogo, mantendo a coerência do nome da série e aumentando a interatividade e complexidade do jogo sem nenhuma perda. O que torna o título mais confortável é que na maior parte do tempo o jogador deve apenas controlar dois personagens (quase sempre nos pares das versões adultas ou bebês).
    Em alguns golpes, porém, é preciso controlar todos juntos, e é aí que o jogo mostra como o tempo é importante. Claro, o enredo trata sobre uma viagem no tempo ao passado, quando o Reino do Cogumelo está sendo invadido por uma raça alienígena chamada Shroob (uma espécie de fungo), e os Mario Bros. seguem seu rumo para ajudar o reino e salvar a Princesa Peach de mais um sequestro, mas isso é apenas a casca. É óbvio também que, tal o nome, a parceria ocorre nas versões de tempos diferentes dos irmãos, porém isso é uma camada mais profunda das três camadas de “tempo” do Partners in Time. A última camada, a mais central é, sem dúvida, o gameplay. Ritmo e tempo, aliado ao controle preciso de qual botão apertar, isso é o jogo.
    Este fato se torna mais visível no final do jogo, quando a última batalha contra o Bowser se mostra inteiramente em cima dos reflexos precisos e do tempo que o jogador aprendeu tão bem ao longo da aventura. Nessa luta, o jogador tem suas opções ofensivas totalmente bloqueadas, Bowser investe com uma sequência inquebrável de ataques e o único modo de derrota-lo é usando o contra-ataque rítmico característico da série para evitar danos enquanto causa no adversário. E só. Sem itens, sem curas, apenas uma vida para cada personagem. Se o jogador falhou em aprender como o tempo é importante ao longo do jogo, sentirá dificuldades para termina-lo.
    Mesmo dito isso, a dificuldade dessa aventura é menor que a da anterior. Uma vez que é necessário controlar mais personagens, as ações dos inimigos se tornaram um pouco mais simples, principalmente a dos chefes finais. Além disso, um bom jogador conseguirá causar danos devastadores nos ataques de grupo, tornando todo o processo mais simples.
    Apesar do tema viagem no tempo, a exploração e os cenários ocorrem primariamente no tempo passado, embora em muitos lugares recorrentes da versão anterior do jogo, o enredo de Partners in Time mantém as coisas frescas por mais um jogo. Tal enredo não apresenta grandes surpresas, com algumas exceções ao fim da aventura, mas tal simplicidade não afeta negativamente a experiência. E assim como o jogo anterior, este tem curta duração, mesmo ao buscar a conclusão de algumas sidequests, o tempo médio é de quinze (15) horas.
    A trilha sonora e os gráficos do jogo são decentes, porém nada muito impressionante. O foco, como já dito, é o gameplay. Algumas músicas já conhecidas de Mario retornam, sendo as mais notáveis os temas do castelo da Princesa Peach de Super Mario 64 e o clássico tema da caverna (“dungeon”) do Super Mario Bros.
    Infelizmente dessa vez Luigi perde um pouco de sua graça apresentada tão devidamente no jogo anterior. Agora, com mais personagens, a distribuição dos papeis e habilidades ficou mais equilibrado e, embora ainda agradável, Luigi perdeu um pouco de seu brilho anterior (e seus incríveis poderes elétricos). A força de cada personagem depende de como os pontos de bônus são adquiridos pelo jogador ao passar de nível, então nenhum dos irmãos tem uma desvantagem clara. O problema é que também perderam suas características únicas.
    Algo que se manteve nos jogos é a maneira como os irmãos se comunicam com o resto do mundo. Mario e Luigi ainda falam com um estranhíssimo sotaque italiano de um jeito totalmente incompreensível e engraçado. Suas reações e atitudes ainda dizem muito do que querem, mas nunca se saberá as exatas palavras. Partners in Time reitera que nem sempre é necessário que o protagonista seja fluente na mesma língua do jogador, seja ela qual for (uma tomada um pouco diferente do protagonista silencioso, e mais graciosa para um jogo tão leve e divertido).
    Após o resultado mais maduro e evolução da série, sem perder seus elementos de action, puzzle, adventure e platformer, é difícil imaginar pra onde Mario & Luigi seguiria, porém a Nintendo mostrou que a série ainda pode ir longe, adicionando pelo menos outros dois jogos ao conjunto: um em 2009 e outro em 2013. Para saber se estes são tão recompensadores ao se jogar quanto Partners in Time, só o tempo de jogo dirá.
Comentários extras:

     Os feijões nesse jogo tem pouca utilidade, uma vez que os itens adquiridos por eles não são tão úteis quanto os que podem ser encontrados sem eles.
     Fawful, um inimigo do jogo anterior, conhecido por sua fala “I HAVE FURY!” aparece nesse jogo como um negociante de feijões.



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