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Título
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Epic Battle Fantasy 4
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Série
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Epic Battle Fantasy
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Gênero(s)
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RPG
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Console(s)
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PC
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Publisher
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Kongregate/ Newgrounds/ Armor Games
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Desenvolvedora
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Matt Roszak
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Rank pessoal
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8.6/12
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Personagem
favorito
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Natalie
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Modo
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MP
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Inimigo mais
difícil
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Pretoriano
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Ano de
lançamento
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2013
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Ano jogado
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2013
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Dificuldade
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Alta
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Não
é raro uma série de RPGs mudar de protagonista entre seus lançamentos, porém
não é nada comum que esta mudança ocorra apenas com o protagonista, enquanto
todo o quadro de personagens se mantém intacto. Esse poder de ousadia é dado
aos jogos independentes e, de certo modo, explica porque têm crescido tanto nos
últimos anos.
Após
três jogos como cabeça do time, Matt perdeu seu lugar para Anna, uma – de
acordo com a própria introdução do jogo – “garota natureza” que impulsiona para
frente o enredo deste novo jogo da série. Anna também funciona como uma rival
para Natalie e, talvez por isso (ou por algum distúrbio do desenvolvedor), os
personagens ficaram mais equilibrados nessa aventura. Sendo a segunda garota do
time, Anna amarra todos o grupo antigo do Epic 3 e os força a ajuda-la em uma
nova missão: a busca pelas joias ancestrais relacionadas ao criador do mundo, o
Deusgato.
Anna
confunde o trio com os ladrões da joia pertencente a sua cidade natal, Vilarejo
Bosqueverde. Aqui façamos uma pausa. Não é de se estranhar tais nomes aqui
presentes, ou talvez seja, porém o jogo recebeu uma versão oficial em algumas
línguas, incluindo Português. Diferente do jogo anterior, Epic 4 pode ser
jogado inteiramente em Língua Portuguesa com todos os nomes dos personagens e
lugares traduzidos, além de itens e poderes. Poucas são as exceções nos nomes,
como a expressão Limit Break para os especiais.
Assim,
após alguns eventos que forçam o time a se unir a ela, Anna os conduzem a busca
pelas demais joias localizadas na Cidade Quedabranca e Refúgio Tijolo d’Ouro.
Nota-se que finalmente a série expandiu o número de cidades percorridas ao
longo do jogo, saindo de zero nos primeiros dois títulos para três neste.
Embora o número de personagens tenha aumentado, a quantidade que pode lutar
ainda é a mesma, então se faz necessário trocar os ativos nas batalhas. Sorte
que este processo é possível a qualquer momento da batalha sem perda de ação ou
turno, exceto para o personagem que já decidiu sua ação naquela rodada.
Agora
Matt e Lance dividem suas roupas equipamentos enquanto Anna e Natalie também o
fazem para os respectivos equipamentos femininos. Os acessórios, porém, podem
ser usados por qualquer um do grupo. Faltou apenas o gato SemPés como
personagem jogável oficial (ele já participou de outro jogo spin-off da série
como jogável, por que não num jogo principal?). Algumas técnicas também podem
ser divididas pelo grupo, ou melhor, o jogador decide quem vai aprender. Essas
técnicas, separadas como Especiais no Epic 4, podem ser esquecidas e repassadas
para outro personagem habilitado a aprendê-la, e isso inclui alguns Limit
Breaks.
Com
o desenvolvimento da história e suas ligações com o passado da série,
principalmente com o Epic 3, Epic 4 ganhou uma nova dimensão de seriedade
(apenas no quesito enredo, claro) que ajudou a torna-lo mais maduro e
agradável. Todavia, algumas coisas jamais mudam, e a grande pegada jovem/otaku
do jogo ainda é um ponto forte. Algumas medalhas constrangedoras ainda estão
presentes, e algumas missões de cunho duvidoso também, mas como tudo é pontual,
não gera grandes estragos para a experiência final.
Epic
Battle Fantasy 4 não possui uma trilha sonora tão marcante quanto o jogo
anterior, embora a compositora não tenha falhado em nenhuma faixa em específico.
Os gráficos são os mesmos e várias animações se mantém inalteradas desde o
começo da série. A apresentação da história, porém, sofreu uma agradável
mudança. Agora as cutscenes são mostradas como um teatro de feltro, adicionando
delicadeza e charme ao jogo.
Epic
4 manteve a dificuldade do jogo anterior, mas agora é possível trocar o nível
de dificuldade a qualquer momento. É recomendado, porém, manter pelo menos o
nível difícil, o que torna a aventura mais desafiadora e com uma maior
recompensa. A dificuldade épica é apenas um pouco mais complicada. Houve uma
melhora na regeneração natural dos personagens, enquanto em Epic 3 isso só era
possível ao caminhar, no EBF4 os personagens recuperam HP e MP apenas por
estarem no mapa-múndi. Mapa este que se tornou maior, aliás.
Apesar
de todas as adições positivas nesse jogo, Epic 4 ainda não é tão divertido
quanto o 3. Lá, os personagens pareciam mais poderosos, a aventura mais
empolgante, o final mais épico. No 4, o final é tão vago que não passa sequer a
sensação de finalizar o jogo (sendo até criticado pelos personagens). Os
personagens também expressão suas opiniões quanto ao seu próprio
desenvolvimento, aparentemente menos perceptível que no jogo anterior.
Talvez
pela imutabilidade da aparência do jogo, Epic 4 assemelha apenas uma expansão
do jogo anterior, e não uma aventura única e evoluída. Diferentemente de como
Epic 2 é para o 1 – que expandiu de uma forma mais agradável de gameplay – Epic
4 parece apenas “um pouco mais do mesmo”, de forma bastante neutra. Se essas
mudanças se tornassem um padrão, a espera por um quinto título da série seria
muito bem-vinda, com altas possibilidades de um título ainda mais
impressionante e fantástico.
Por
fim, Epic Battle Fantasy 4 é, em sumo, uma experiência de maior recompensa que
o jogo anterior, mas não tão viciante. Faltou um pouco de Lance e suas
loucuras, mas no fim esse novo equilíbrio também é bom. Atingiu uma nota
respeitável e é recomendado até o final. E que no próximo jogo SemPés possa
equipar uma espada e lutar.
Comentários extras:
- Algumas medalhas podem ser atingidas utilizando debuffs como pre-requisito.
- Como em todos os jogos, as medalhas de perversão continuam.
- Este é o primeiro jogo que os heróis não conseguem derrotar um inimigo.


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