quinta-feira, 10 de julho de 2014

Epic Battle Fantasy 4


Título
Epic Battle Fantasy 4
Série
Epic Battle Fantasy
Gênero(s)
RPG
Console(s)
PC
Publisher
Kongregate/ Newgrounds/ Armor Games
Desenvolvedora
Matt Roszak
Rank pessoal
8.6/12
Personagem favorito
Natalie
Modo
MP
Inimigo mais difícil
Pretoriano
Ano de lançamento
2013
Ano jogado
2013
Dificuldade
Alta


    Não é raro uma série de RPGs mudar de protagonista entre seus lançamentos, porém não é nada comum que esta mudança ocorra apenas com o protagonista, enquanto todo o quadro de personagens se mantém intacto. Esse poder de ousadia é dado aos jogos independentes e, de certo modo, explica porque têm crescido tanto nos últimos anos.
    Após três jogos como cabeça do time, Matt perdeu seu lugar para Anna, uma – de acordo com a própria introdução do jogo – “garota natureza” que impulsiona para frente o enredo deste novo jogo da série. Anna também funciona como uma rival para Natalie e, talvez por isso (ou por algum distúrbio do desenvolvedor), os personagens ficaram mais equilibrados nessa aventura. Sendo a segunda garota do time, Anna amarra todos o grupo antigo do Epic 3 e os força a ajuda-la em uma nova missão: a busca pelas joias ancestrais relacionadas ao criador do mundo, o Deusgato.
    Anna confunde o trio com os ladrões da joia pertencente a sua cidade natal, Vilarejo Bosqueverde. Aqui façamos uma pausa. Não é de se estranhar tais nomes aqui presentes, ou talvez seja, porém o jogo recebeu uma versão oficial em algumas línguas, incluindo Português. Diferente do jogo anterior, Epic 4 pode ser jogado inteiramente em Língua Portuguesa com todos os nomes dos personagens e lugares traduzidos, além de itens e poderes. Poucas são as exceções nos nomes, como a expressão Limit Break para os especiais.
    Assim, após alguns eventos que forçam o time a se unir a ela, Anna os conduzem a busca pelas demais joias localizadas na Cidade Quedabranca e Refúgio Tijolo d’Ouro. Nota-se que finalmente a série expandiu o número de cidades percorridas ao longo do jogo, saindo de zero nos primeiros dois títulos para três neste. Embora o número de personagens tenha aumentado, a quantidade que pode lutar ainda é a mesma, então se faz necessário trocar os ativos nas batalhas. Sorte que este processo é possível a qualquer momento da batalha sem perda de ação ou turno, exceto para o personagem que já decidiu sua ação naquela rodada.
    Agora Matt e Lance dividem suas roupas equipamentos enquanto Anna e Natalie também o fazem para os respectivos equipamentos femininos. Os acessórios, porém, podem ser usados por qualquer um do grupo. Faltou apenas o gato SemPés como personagem jogável oficial (ele já participou de outro jogo spin-off da série como jogável, por que não num jogo principal?). Algumas técnicas também podem ser divididas pelo grupo, ou melhor, o jogador decide quem vai aprender. Essas técnicas, separadas como Especiais no Epic 4, podem ser esquecidas e repassadas para outro personagem habilitado a aprendê-la, e isso inclui alguns Limit Breaks.
    Com o desenvolvimento da história e suas ligações com o passado da série, principalmente com o Epic 3, Epic 4 ganhou uma nova dimensão de seriedade (apenas no quesito enredo, claro) que ajudou a torna-lo mais maduro e agradável. Todavia, algumas coisas jamais mudam, e a grande pegada jovem/otaku do jogo ainda é um ponto forte. Algumas medalhas constrangedoras ainda estão presentes, e algumas missões de cunho duvidoso também, mas como tudo é pontual, não gera grandes estragos para a experiência final.
    Epic Battle Fantasy 4 não possui uma trilha sonora tão marcante quanto o jogo anterior, embora a compositora não tenha falhado em nenhuma faixa em específico. Os gráficos são os mesmos e várias animações se mantém inalteradas desde o começo da série. A apresentação da história, porém, sofreu uma agradável mudança. Agora as cutscenes são mostradas como um teatro de feltro, adicionando delicadeza e charme ao jogo.
    Epic 4 manteve a dificuldade do jogo anterior, mas agora é possível trocar o nível de dificuldade a qualquer momento. É recomendado, porém, manter pelo menos o nível difícil, o que torna a aventura mais desafiadora e com uma maior recompensa. A dificuldade épica é apenas um pouco mais complicada. Houve uma melhora na regeneração natural dos personagens, enquanto em Epic 3 isso só era possível ao caminhar, no EBF4 os personagens recuperam HP e MP apenas por estarem no mapa-múndi. Mapa este que se tornou maior, aliás.
    Apesar de todas as adições positivas nesse jogo, Epic 4 ainda não é tão divertido quanto o 3. Lá, os personagens pareciam mais poderosos, a aventura mais empolgante, o final mais épico. No 4, o final é tão vago que não passa sequer a sensação de finalizar o jogo (sendo até criticado pelos personagens). Os personagens também expressão suas opiniões quanto ao seu próprio desenvolvimento, aparentemente menos perceptível que no jogo anterior.
    Talvez pela imutabilidade da aparência do jogo, Epic 4 assemelha apenas uma expansão do jogo anterior, e não uma aventura única e evoluída. Diferentemente de como Epic 2 é para o 1 – que expandiu de uma forma mais agradável de gameplay – Epic 4 parece apenas “um pouco mais do mesmo”, de forma bastante neutra. Se essas mudanças se tornassem um padrão, a espera por um quinto título da série seria muito bem-vinda, com altas possibilidades de um título ainda mais impressionante e fantástico.
    Por fim, Epic Battle Fantasy 4 é, em sumo, uma experiência de maior recompensa que o jogo anterior, mas não tão viciante. Faltou um pouco de Lance e suas loucuras, mas no fim esse novo equilíbrio também é bom. Atingiu uma nota respeitável e é recomendado até o final. E que no próximo jogo SemPés possa equipar uma espada e lutar.               

Comentários extras:



  • Algumas medalhas podem ser atingidas utilizando debuffs como pre-requisito.
  • Como em todos os jogos, as medalhas de perversão continuam.
  • Este é o primeiro jogo que os heróis não conseguem derrotar um inimigo.



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