sexta-feira, 18 de abril de 2014

Epic Battle Fantasy 3


Título
Epic Battle Fantasy 3
Série
Epic Battle Fantasy
Gênero(s)
RPG
Console
PC
Publisher
Kongregate/ Newgrounds/ Armor Games
Desenvolvedora
Matt Roszak
Rank pessoal
8.3/12
Personagem favorito
Lance
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Akron
Ano de lançamento
2010
Ano jogado
2013
Dificuldade
Média / Alta


    Foi-se o tempo em que era necessário pagar caro para jogar videogame. Quase. Ainda é necessário pagar caro (e dependendo das condições financeiras – ou simplesmente a idade do jogador – é praticamente impossível comprar qualquer jogo de seu interesse) se o alvo são jogos de videogame da geração atual, com preços atingindo facilmente os três dígitos. Porém, para qualquer pessoa com um computador e uma conexão à internet, muitas outras portas se abrem, sendo a mais conhecida a pirataria gratuita via emuladores e roms. Talvez.
    Neste novo tempo, também se tem como opção jogos totalmente legais e de graça, disponibilizados na internet de diversas formas: jogos sociais, RPGs online, jogos desenvolvidos com RPG Maker e afins, jogos indies, etc. Neste grupo destaca-se o último que vem ganhando força nos últimos anos. É aí que entra a série Epic Battle Fantasy (EBF).
    EBF é uma série de jogos em flash desenvolvida por Matt Roszak e disponibilizada em sites onde qualquer pessoa pode jogar gratuitamente, online. Dentre os personagens típicos da série, Matt, o protagonista guerreiro, assemelha-se com seu criador tanto em nome quanto em aparência. Matt vem sendo constantemente usado nos jogos de Roszak muito antes de Epic Battle Fantasy e pode ser visto em outros de seus trabalhos. Sua principal aliada está presente desde o título original da série e participa como uma experiente maga e excelente curandeira chamada Natalie. Assim como Matt, também pode ser encontrada em trabalhos anteriores.
    Os primeiros dois jogos da série não são propriamente RPGs, embora possam ser classificados assim em seus sites distribuidores. Mas a discussão de gênero não cabe aqui, o importante é entender que ainda que bem simples, os EBF 1 e 2 foram o piso para uma significativa melhora para o terceiro jogo da série. Os títulos 1 e 2 focam-se apenas em batalhas, no qual o jogador pode decidir um número de equipamentos que vai carregar consigo na aventura nas interfases dos jogos (no segundo jogo isso não é possível antes de começar a aventura). Com quase nenhum enredo e somente lutas, EBF 1 e 2 são bons jogos para se distrair quando se estiver cansado de RPGs longos. Talvez.
    Ao atingir o terceiro jogo, EBF finalmente decide tomar os rumos de um RPG e se transformar completamente, adicionando enredo, cenário e exploração a sua fórmula original. Agora o jogador pode treinar, passar de nível, acumular riquezas, completar sidequests, explorar cenários, ter lutas livres e muito mais. Há também uma única cidade no jogo chamada... A cidade. Com todos esses elementos clássicos de RPG apresentados de maneira clássica, é de se esperar que EBF3, inspirado por jogos como Final Fantasy, fosse levar seu enredo e desenvolvimento dos personagens de maneira bem séria. E aí está um engano, EBF como um todo não se leva nem um pouco a sério, ao mesmo tempo em que não se torna um horrível jogo de “comédia” contendo apenas palavrões que povoa o mundo dos RPG Makers brasileiros.
    O enredo do primeiro jogo tem algo relacionado a caça ao Goku supersaiyajin 3 zumbi, sem motivo aparente. O segundo título retoma um pouco de sanidade e apresenta um mundo caótico pós-apocalíptico por conta dos eventos do primeiro jogo, onde o vilão Lance levanta um exército para governar o mundo e é parado pela dupla de heróis. Então o vilão é convertido ao lado do bem e o trio parte para uma caverna onde revivem uma entidade antiga que ameaça destruir o mundo e suga todos os seus poderes. Para recuperarem sua força e honra, o trio começa uma jornada de revanche a tal entidade. E essa é a história de EBF3.
    Como já mencionado, Matt é o típico guerreiro de RPGs, com inúmeras sugestões de inspiração vindas de jogos como Final Fantasy 7 e 8. Carrega consigo várias espadas (perdidas no terceiro jogo) e utiliza movimentos característicos de um herói de FF, com limit breaks e combos de espadas. Resumidamente, um personagem simples e direto, focado em força física. Natalie é a maga faz tudo do jogo, tendo todas as magias de ataque e defesa, uma mistura completa de mago branco e negro da série FF. Apesar de sem graça nos primeiros jogos, assim como todos os personagens, ganha um pouco mais de personalidade no EBF3 e até mesmo um papel mais importante nas lutas. Por último temos Lance, vilão de EBF2 e provavelmente o personagem mais carismático da série até o momento. Lance é um jovem militar que utiliza de todas as armas de fogo disponíveis em suas lutas. Carrega consigo a gunblade (FF8) que utiliza para atirar e cortar seus adversários de acordo com suas habilidades. Além de um imenso arsenal de retaguarda que inclui suprimentos via paraquedas, bombardeio aéreo de mísseis e bombas envenenadas, um tanque que é chamado muito semelhante ao carro policial de suporte em Streets of Rage e limit breaks de bomba nuclear e lasers de satélites. Certamente o personagem mais diferente da fórmula e o mais divertido de se jogar. Além de ser engraçado.
    Ao longo do jogo (que não é curto, pode facilmente durar 10 horas ou mais, inesperado para um jogo totalmente indie e de graça, e muito superior aos outros jogos da série), inúmeras referências a outras séries são apresentadas. O scouter de Lance é sugerido ser roubado do Vegeta do Dragon Ball, os raios que alguns inimigos soltam são reconhecidos pelos personagens como uma a técnica Kamehameha de Goku, e imagens de pokémons, os quatro heróis originais de FF e referências a outros jogos e séries aparecem aos montes no jogo. Para mais detalhes e todas as referências da série EBF, visite: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/ShoutOut/EpicBattleFantasy.
    Nota-se que este trio, assim como todo o jogo, é descontraído demais para um título FF, o que torna a iniciativa de jogos feito por fãs e outros jogos indies algo que deveria ser melhor observado por grandes desenvolvedores. Não se levar a sério demais pode ser um convite atrativo para novos jogadores.
    EBF3 não possui grandes gráficos, mas é o primeiro da série a ter músicas originais, compostas por Halcyonic Falcon X, compositora indie. Assim como todos os outros jogos, há uma estranha opção de dificuldade que varia de fácil para épico (depois de difícil) e torna todos os jogos muito mais desafiadores, sendo que na dificuldade normal todos eles já são bastante desafiadores, principalmente os chefes no terceiro jogo, com hordas e mais hordas de aliados que podem fazer um jogador de RPG experiente ter de mudar seus paradigmas e estratégias de luta. Além disso, sidequests e medalhas criam inúmeros pequenos objetivos que mantêm os jogadores com uma sensação de avanços e conquistas. Para fechar, existem mini-games que podem agradar alguns jogadores, sendo totalmente opcionais como de costume.
    Todas estas novidades na série trazem consigo um maior conforto ao EBF3, tornando-o um jogo muito mais cativante que os anteriores e carregando consigo novos fãs para a série que continua expandindo.

Comentários extras:



  • Existem medalhas recebidas apenas quando o jogador se atinge com determinadas habilidades, como Nuke e Beserk.
  • Todos os equipamentos mudam a aparência dos personagens tanto na luta quanto na exploração no mapa principal.
  • Existe uma medalha “secreta” ao se fazer balançar os seios de Natalie um determinado número de vezes ao clicar neles.
  • Ao deixar os personagens ociosos nas lutas, cada um deles tem uma série de animações para passar o tempo
    • Matt pode fazer malabarismo com frutas ou começar a dormir, sonhando com bebida, Natalie e outras coisas
    • Natalie pode ouvir música com fones de ouvido, jogar DS/3DS onde algumas referências a Mario e Zelda podem ser vistas ou jogar um GameBoy preto e branco.
    • Lance pode ler jornal ou conversar no seu walk-talk com supostos subordinados como suas táticas de guerrilha




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