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Título
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Epic Battle Fantasy 3
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Série
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Epic Battle Fantasy
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Gênero(s)
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RPG
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Console
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PC
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Publisher
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Kongregate/
Newgrounds/ Armor Games
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Desenvolvedora
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Matt Roszak
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Rank
pessoal
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8.3/12
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Personagem
favorito
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Lance
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Modo
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SP
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Inimigo
mais difícil
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Akron
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Ano de
lançamento
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2010
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Ano
jogado
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2013
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Dificuldade
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Média / Alta
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Foi-se
o tempo em que era necessário pagar caro para jogar videogame. Quase. Ainda é
necessário pagar caro (e dependendo das condições financeiras – ou simplesmente
a idade do jogador – é praticamente impossível comprar qualquer jogo de seu
interesse) se o alvo são jogos de videogame da geração atual, com preços
atingindo facilmente os três dígitos. Porém, para qualquer pessoa com um
computador e uma conexão à internet, muitas outras portas se abrem, sendo a
mais conhecida a pirataria gratuita via emuladores e roms. Talvez.
Neste
novo tempo, também se tem como opção jogos totalmente legais e de graça,
disponibilizados na internet de diversas formas: jogos sociais, RPGs online,
jogos desenvolvidos com RPG Maker e afins, jogos indies, etc. Neste grupo
destaca-se o último que vem ganhando força nos últimos anos. É aí que entra a
série Epic Battle Fantasy (EBF).
EBF
é uma série de jogos em flash desenvolvida por Matt Roszak e disponibilizada em
sites onde qualquer pessoa pode jogar gratuitamente, online. Dentre os
personagens típicos da série, Matt, o protagonista guerreiro, assemelha-se com
seu criador tanto em nome quanto em aparência. Matt vem sendo constantemente
usado nos jogos de Roszak muito antes de Epic Battle Fantasy e pode ser visto
em outros de seus trabalhos. Sua principal aliada está presente desde o título
original da série e participa como uma experiente maga e excelente curandeira
chamada Natalie. Assim como Matt, também pode ser encontrada em trabalhos
anteriores.
Os
primeiros dois jogos da série não são propriamente RPGs, embora possam ser
classificados assim em seus sites distribuidores. Mas a discussão de gênero não
cabe aqui, o importante é entender que ainda que bem simples, os EBF 1 e 2
foram o piso para uma significativa melhora para o terceiro jogo da série. Os
títulos 1 e 2 focam-se apenas em batalhas, no qual o jogador pode decidir um
número de equipamentos que vai carregar consigo na aventura nas interfases dos
jogos (no segundo jogo isso não é possível antes de começar a aventura). Com
quase nenhum enredo e somente lutas, EBF 1 e 2 são bons jogos para se distrair
quando se estiver cansado de RPGs longos. Talvez.
Ao
atingir o terceiro jogo, EBF finalmente decide tomar os rumos de um RPG e se
transformar completamente, adicionando enredo, cenário e exploração a sua
fórmula original. Agora o jogador pode treinar, passar de nível, acumular
riquezas, completar sidequests, explorar cenários, ter lutas livres e muito
mais. Há também uma única cidade no jogo chamada... A cidade. Com todos esses
elementos clássicos de RPG apresentados de maneira clássica, é de se esperar
que EBF3, inspirado por jogos como Final Fantasy, fosse levar seu enredo e
desenvolvimento dos personagens de maneira bem séria. E aí está um engano, EBF
como um todo não se leva nem um pouco a sério, ao mesmo tempo em que não se
torna um horrível jogo de “comédia” contendo apenas palavrões que povoa o mundo
dos RPG Makers brasileiros.
O
enredo do primeiro jogo tem algo relacionado a caça ao Goku supersaiyajin 3
zumbi, sem motivo aparente. O segundo título retoma um pouco de sanidade e
apresenta um mundo caótico pós-apocalíptico por conta dos eventos do primeiro
jogo, onde o vilão Lance levanta um exército para governar o mundo e é parado
pela dupla de heróis. Então o vilão é convertido ao lado do bem e o trio parte
para uma caverna onde revivem uma entidade antiga que ameaça destruir o mundo e
suga todos os seus poderes. Para recuperarem sua força e honra, o trio começa
uma jornada de revanche a tal entidade. E essa é a história de EBF3.
Como
já mencionado, Matt é o típico guerreiro de RPGs, com inúmeras sugestões de
inspiração vindas de jogos como Final Fantasy 7 e 8. Carrega consigo várias
espadas (perdidas no terceiro jogo) e utiliza movimentos característicos de um
herói de FF, com limit breaks e combos de espadas. Resumidamente, um personagem
simples e direto, focado em força física. Natalie é a maga faz tudo do jogo,
tendo todas as magias de ataque e defesa, uma mistura completa de mago branco e
negro da série FF. Apesar de sem graça nos primeiros jogos, assim como todos os
personagens, ganha um pouco mais de personalidade no EBF3 e até mesmo um papel
mais importante nas lutas. Por último temos Lance, vilão de EBF2 e
provavelmente o personagem mais carismático da série até o momento. Lance é um
jovem militar que utiliza de todas as armas de fogo disponíveis em suas lutas.
Carrega consigo a gunblade (FF8) que utiliza para atirar e cortar seus
adversários de acordo com suas habilidades. Além de um imenso arsenal de
retaguarda que inclui suprimentos via paraquedas, bombardeio aéreo de mísseis e
bombas envenenadas, um tanque que é chamado muito semelhante ao carro policial
de suporte em Streets of Rage e limit breaks de bomba nuclear e lasers de
satélites. Certamente o personagem mais diferente da fórmula e o mais divertido
de se jogar. Além de ser engraçado.
Ao
longo do jogo (que não é curto, pode facilmente durar 10 horas ou mais,
inesperado para um jogo totalmente indie e de graça, e muito superior aos
outros jogos da série), inúmeras referências a outras séries são apresentadas.
O scouter de Lance é sugerido ser roubado do Vegeta do Dragon Ball, os raios
que alguns inimigos soltam são reconhecidos pelos personagens como uma a
técnica Kamehameha de Goku, e imagens de pokémons, os quatro heróis originais
de FF e referências a outros jogos e séries aparecem aos montes no jogo. Para
mais detalhes e todas as referências da série EBF, visite: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/ShoutOut/EpicBattleFantasy.
Nota-se
que este trio, assim como todo o jogo, é descontraído demais para um título FF,
o que torna a iniciativa de jogos feito por fãs e outros jogos indies algo que
deveria ser melhor observado por grandes desenvolvedores. Não se levar a sério
demais pode ser um convite atrativo para novos jogadores.
EBF3
não possui grandes gráficos, mas é o primeiro da série a ter músicas originais,
compostas por Halcyonic Falcon X, compositora indie. Assim como todos os outros
jogos, há uma estranha opção de dificuldade que varia de fácil para épico
(depois de difícil) e torna todos os jogos muito mais desafiadores, sendo que na
dificuldade normal todos eles já são bastante desafiadores, principalmente os
chefes no terceiro jogo, com hordas e mais hordas de aliados que podem fazer um
jogador de RPG experiente ter de mudar seus paradigmas e estratégias de luta. Além
disso, sidequests e medalhas criam inúmeros pequenos objetivos que mantêm os
jogadores com uma sensação de avanços e conquistas. Para fechar, existem
mini-games que podem agradar alguns jogadores, sendo totalmente opcionais como
de costume.
Todas
estas novidades na série trazem consigo um maior conforto ao EBF3, tornando-o
um jogo muito mais cativante que os anteriores e carregando consigo novos fãs
para a série que continua expandindo.
Comentários extras:
- Existem medalhas recebidas apenas quando o jogador se atinge com determinadas habilidades, como Nuke e Beserk.
- Todos os equipamentos mudam a aparência dos personagens tanto na luta quanto na exploração no mapa principal.
- Existe uma medalha “secreta” ao se fazer balançar os seios de Natalie um determinado número de vezes ao clicar neles.
- Ao deixar os personagens ociosos nas lutas, cada um deles tem uma série de animações para passar o tempo
- Matt pode fazer malabarismo com frutas ou começar a dormir, sonhando com bebida, Natalie e outras coisas
- Natalie pode ouvir música com fones de ouvido, jogar DS/3DS onde algumas referências a Mario e Zelda podem ser vistas ou jogar um GameBoy preto e branco.
- Lance pode ler jornal ou conversar no seu walk-talk com supostos subordinados como suas táticas de guerrilha


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