|
Título
|
Phoenix Wright: Ace Attorney
|
|
Série
|
Ace Attorney
|
|
Gênero(s)
|
Visual
Novel/Graphic Adventure
|
|
Console(s)
|
Nintendo DS/GameBoy Advanced
|
|
Publisher
|
Capcom
|
|
Desenvolvedora
|
Capcom
|
|
Rank pessoal
|
7.6/12
|
|
Personagem
favorito
|
Wright e Maya
|
|
Modo
|
SP
|
|
Inimigo mais
difícil
|
Van Karma
|
|
Ano de
lançamento
|
2001
|
|
Ano jogado
|
2012
|
|
Dificuldade
|
Média
|
O
gênero Visual Novel não é um dos mais famosos no ocidente, pelo menos não em
2001. Aos poucos, conforme a cultura popular japonesa foi se espalhando mais fortemente
no lado oeste do mundo – principalmente sobre a forma das animações originais
do Japão e suas contrapartidas em quadrinhos, animes e mangás respectivamente,
além dos próprios jogos – essa realidade começou a mudar. Estes últimos sempre
tiveram força, mas começaram a ser identificados mais recentemente quando os
jogadores cresceram o bastante para entender as diferenças entre o que era
feito no ocidente e o que era feito no oriente.
Assim,
quando os termos anime e mangá ficaram bem famosos deste lado do planeta, e
muitas pessoas passaram a se tornar fãs deste tipo de material, é que a chance
para certos nichos começaram a surgir. Em 2001 a Capcom tinha dado entrada no
mundo dos Visual Novels com o começo de uma nova série de jogos, Ace Attorney.
Phoenix Wright: Ace Attorney (como veio a ser conhecido no ocidente anos
depois), é um jogo no qual o jogador toma posse de um jovem advogado chamado
Phoenix Wright. Wright trabalha com sua mestre Mia Fey, num pequeno escritório
onde os dois defendem casos. Especializados em defesa, Mia e Wright adentram
nos tribunais convictos de que seus clientes são inocentes, se esforçando ao
máximo para livrá-los da pena.
No
jogo, você é responsável por salvar seus clientes em quatro histórias distintas
na versão do GBA, e cinco no NDS. A primeira de todas, servindo com um tutorial
e apresentação, Wright defende um amigo de longa data, Larry Butz, de uma
acusação de assassinato de sua noiva, uma modelo internacional. Larry tem a
predisposição a estragar sua inocência ao abrir a boca, o que torna o
julgamento muito mais difícil do que deveria.
Após
essa aventura, o jogo toma um novo rumo que empurra Wright a casos cada vez
mais difíceis e enrolados, com pouca para nenhuma informação relevante a seu
favor, e tem momentos que ele precisa defender até si mesmo. Eventos que o
levam até mesmo a herdar o escritório de sua mestre, ainda que
profissionalmente Wright quase não tenha experiência para tal. Embora bem
diferentes, todas as histórias compartilham sempre um assassinato e,
posteriormente, o mesmo adversário. A partir do capítulo 2, Wright está sempre
de frente com o renomado promotor Miles Edgeworth, exceto pelo capítulo 4,
final na versão do GBA. Miles é um oponente impiedoso que acredita não haver
meios legais e lógicos de comprovar que uma pessoa pode ser inocente, portanto,
a seu ver, todos os acusados deveriam ser sentenciados para evitar qualquer
dúvida. Este fato não muda quando o próprio Miles é acusado de assassinato numa
das histórias finais.
Apesar
da temática séria, Ace Attorney sempre tem espaço para pitadas de humor e
descontração em todos os momentos, incluindo as ferozes batalhas no tribunal.
Para um visual novel, o jogo ainda faz bom uso de imagens distintas de
movimentos e o máximo de animação aceitável para o gênero para manter o clima
agradável. Com uma forte sensação japonesa, o jogo está repleto de poses
imponentes, principalmente por parte de Wright, e seu dedinho apontado para a
cara do adversário é até mesmo a logo da série, pose muito vista em mangás de
detetive no Japão.
Por
falar em detetive, o jogador também precisa desempenhar esse papel muito bem no
jogo. A polícia em geral busca provas apenas de acusação e o advogado precisa
analisar a cena do crime para buscar provas a seu favor por si mesmo, o que soa
completamente diferente do que se esperaria de um caso desse tipo no Brasil. As
testemunhas nem sempre ajudam, os acusados idem, então tudo está em suas mãos,
vai Wright! Do capítulo 2 em diante, cada história passa a ser dividida em dias
de julgamento com separação de investigação e julgamento no tribunal, chegando
até a três dias de julgamento e todas as separações possíveis, o que pode
tornar uma história realmente longa e até mesmo um pouco cansativa. Isso faz
com que a sensação de dever cumprido seja compartilhada entre advogado e
jogador.
Phoenix
Wright também é um jogo difícil. Durante os tribunais, o jogador deve estar
atento a todos os detalhes e fazer sua intromissão apenas na hora correta,
apresentando provas ou questionamentos que levem o caso adiante. Se cometer
muitas falhas, é game over. O mais difícil, entretanto, pode ser apenas
entender a linha de pensamento de Wright. O jogador não pode apresentar provas
ao acaso, mesmo sabendo que ela é a certa. O momento em que tudo é apresentado
é o mais importante e, se o jogador não for capaz de entender quando Wright
quer fazer isso, então tomará uma advertência. A possibilidade de salvar a
qualquer momento é o que garante a muitos jogadores completar um caso com sua
reputação perante o juiz intacta.
Ainda
assim, o jogo é uma mistura de visual novel e aventura gráfica, e as imagens
coloridas não tiram a monotonia da navegação via menu e dos inúmeros textos que
são, claro, a principal fonte de interação do gênero. Felizmente a versão do
NDS está em inglês, ou o jogo seria completamente impossível de ser jogado pela
gigantesca maioria.
As
músicas podem ser cativantes, mas o som no GBA nunca foi muito forte, e o NDS
herdou essas características ao portar o jogo para si. No geral, Phoenix Wright
é um título para jogadores realmente interessados em descobrirem uma boa
história policial, e todo o clima de investigação e mistério do jogo pode ser
melhor aproveitado uma vez que você participa ativamente do julgamento de seus
clientes.
Comentários Extras:
- A versão do NDS inclui um uso mais sofisticado da tecnologia touch no jogo, possibilitando o jogador a assoprar provas e a manipular vídeos em 3D.

Nenhum comentário:
Postar um comentário