quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Phoenix Wright: Ace Attorney


Título
Phoenix Wright: Ace Attorney
Série
Ace Attorney
Gênero(s)
Visual Novel/Graphic Adventure
Console(s)
Nintendo DS/GameBoy Advanced
Publisher
Capcom
Desenvolvedora
Capcom
Rank pessoal
7.6/12
Personagem favorito
Wright e Maya
Modo
SP
Inimigo mais difícil
Van Karma
Ano de lançamento
2001
Ano jogado
2012
Dificuldade
Média


    O gênero Visual Novel não é um dos mais famosos no ocidente, pelo menos não em 2001. Aos poucos, conforme a cultura popular japonesa foi se espalhando mais fortemente no lado oeste do mundo – principalmente sobre a forma das animações originais do Japão e suas contrapartidas em quadrinhos, animes e mangás respectivamente, além dos próprios jogos – essa realidade começou a mudar. Estes últimos sempre tiveram força, mas começaram a ser identificados mais recentemente quando os jogadores cresceram o bastante para entender as diferenças entre o que era feito no ocidente e o que era feito no oriente.
    Assim, quando os termos anime e mangá ficaram bem famosos deste lado do planeta, e muitas pessoas passaram a se tornar fãs deste tipo de material, é que a chance para certos nichos começaram a surgir. Em 2001 a Capcom tinha dado entrada no mundo dos Visual Novels com o começo de uma nova série de jogos, Ace Attorney. Phoenix Wright: Ace Attorney (como veio a ser conhecido no ocidente anos depois), é um jogo no qual o jogador toma posse de um jovem advogado chamado Phoenix Wright. Wright trabalha com sua mestre Mia Fey, num pequeno escritório onde os dois defendem casos. Especializados em defesa, Mia e Wright adentram nos tribunais convictos de que seus clientes são inocentes, se esforçando ao máximo para livrá-los da pena.
    No jogo, você é responsável por salvar seus clientes em quatro histórias distintas na versão do GBA, e cinco no NDS. A primeira de todas, servindo com um tutorial e apresentação, Wright defende um amigo de longa data, Larry Butz, de uma acusação de assassinato de sua noiva, uma modelo internacional. Larry tem a predisposição a estragar sua inocência ao abrir a boca, o que torna o julgamento muito mais difícil do que deveria.
    Após essa aventura, o jogo toma um novo rumo que empurra Wright a casos cada vez mais difíceis e enrolados, com pouca para nenhuma informação relevante a seu favor, e tem momentos que ele precisa defender até si mesmo. Eventos que o levam até mesmo a herdar o escritório de sua mestre, ainda que profissionalmente Wright quase não tenha experiência para tal. Embora bem diferentes, todas as histórias compartilham sempre um assassinato e, posteriormente, o mesmo adversário. A partir do capítulo 2, Wright está sempre de frente com o renomado promotor Miles Edgeworth, exceto pelo capítulo 4, final na versão do GBA. Miles é um oponente impiedoso que acredita não haver meios legais e lógicos de comprovar que uma pessoa pode ser inocente, portanto, a seu ver, todos os acusados deveriam ser sentenciados para evitar qualquer dúvida. Este fato não muda quando o próprio Miles é acusado de assassinato numa das histórias finais.
    Apesar da temática séria, Ace Attorney sempre tem espaço para pitadas de humor e descontração em todos os momentos, incluindo as ferozes batalhas no tribunal. Para um visual novel, o jogo ainda faz bom uso de imagens distintas de movimentos e o máximo de animação aceitável para o gênero para manter o clima agradável. Com uma forte sensação japonesa, o jogo está repleto de poses imponentes, principalmente por parte de Wright, e seu dedinho apontado para a cara do adversário é até mesmo a logo da série, pose muito vista em mangás de detetive no Japão.
    Por falar em detetive, o jogador também precisa desempenhar esse papel muito bem no jogo. A polícia em geral busca provas apenas de acusação e o advogado precisa analisar a cena do crime para buscar provas a seu favor por si mesmo, o que soa completamente diferente do que se esperaria de um caso desse tipo no Brasil. As testemunhas nem sempre ajudam, os acusados idem, então tudo está em suas mãos, vai Wright! Do capítulo 2 em diante, cada história passa a ser dividida em dias de julgamento com separação de investigação e julgamento no tribunal, chegando até a três dias de julgamento e todas as separações possíveis, o que pode tornar uma história realmente longa e até mesmo um pouco cansativa. Isso faz com que a sensação de dever cumprido seja compartilhada entre advogado e jogador.
    Phoenix Wright também é um jogo difícil. Durante os tribunais, o jogador deve estar atento a todos os detalhes e fazer sua intromissão apenas na hora correta, apresentando provas ou questionamentos que levem o caso adiante. Se cometer muitas falhas, é game over. O mais difícil, entretanto, pode ser apenas entender a linha de pensamento de Wright. O jogador não pode apresentar provas ao acaso, mesmo sabendo que ela é a certa. O momento em que tudo é apresentado é o mais importante e, se o jogador não for capaz de entender quando Wright quer fazer isso, então tomará uma advertência. A possibilidade de salvar a qualquer momento é o que garante a muitos jogadores completar um caso com sua reputação perante o juiz intacta.
    Ainda assim, o jogo é uma mistura de visual novel e aventura gráfica, e as imagens coloridas não tiram a monotonia da navegação via menu e dos inúmeros textos que são, claro, a principal fonte de interação do gênero. Felizmente a versão do NDS está em inglês, ou o jogo seria completamente impossível de ser jogado pela gigantesca maioria.
    As músicas podem ser cativantes, mas o som no GBA nunca foi muito forte, e o NDS herdou essas características ao portar o jogo para si. No geral, Phoenix Wright é um título para jogadores realmente interessados em descobrirem uma boa história policial, e todo o clima de investigação e mistério do jogo pode ser melhor aproveitado uma vez que você participa ativamente do julgamento de seus clientes.

Comentários Extras:



  • A versão do NDS inclui um uso mais sofisticado da tecnologia touch no jogo, possibilitando o jogador a assoprar provas e a manipular vídeos em 3D.

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