quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Final Fantasy 4 Heroes of Light


Título
Final Fantasy 4 Heroes of Light
Série
Final Fantasy
Gênero(s)
RPG
Console(s)
Nintendo DS
Publisher
Square Enix
Desenvolvedora
Matrix Software
Rank pessoal
10.6/12
Personagem favorito
Os 4 heróis
Modo
SP, MP
Inimigo mais difícil
Satan
Ano de lançamento
2009
Ano jogado
2012
Dificuldade
Média alta


    Alguns meses antes do lançamento do 13º jogo da série principal Final Fantasy, a Square Enix fez um lançamento menor com outro jogo da mesma série, porém com um título spin-off. O console alvo também era outro, um “talvez menos importante” Nintendo DS se comparado ao “poderoso” Microsoft XBOX 360 ou Sony PlayStation 3, assim tendo o necessário para ser mais um título esquecido no meio das expectativas de um lançamento majoritário. E assim será o 4 Heroes para todo jogador que se atrever a se aventurar sozinho em suas terras.
    Final Fantasy 4 Heroes of Light é mais uma homenagem aos títulos antigos da série, mas diferente de tentativas como o Final Fantasy IX, 4 Heroes é de fato baseado nos primeiros jogos e, de acordo com o produtor do jogo Tomoya Asano, este é um título clássico utilizando a tecnologia de hoje (2012). Os destaques do jogo lembram os título do Nintendo Entertainment System, e a história envolvendo cristais relembram os primeiros seis jogos.
    Além disso, é usado um sistema de turnos nas batalhas, ao invés do ATB que predominou na série a partir do Super Nintendo. O uso de classes e escolha livre entre elas também é apresentado em 4 Heroes, sistema que foi destaque nos 3º e 5º jogos da série. Assim como nesses jogos, o número disponível de classes aumenta conforme mais cristais são encontrados ao longo da história (com algumas exceções).
    O jogador pode escolher o nome dos quatro heróis, que são apresentados logo no início da aventura. Início este que não mostrará nenhuma real qualidade do jogo. Um dos quatro heróis precisa visitar o rei, numa bela manhã, para mostrar que chegou à idade de se tornar homem. Então este herói é mandado para salvar a filha do rei que foi raptada por uma bruxa. No caminho do resgate, o herói encontra todos os outros heróis deste RPG, tendo enfim os 4 guerreiros da luz reunidos (um dos quais é a princesa raptada), conseguem derrotar a bruxa.
    É a partir deste ponto que Final Fantasy 4 Heroes of Light deixa de ser apenas um passatempo e se torna um dos melhores jogos já feitos. Ao retornar para a cidade, os heróis descobrem que todos os seus habitantes foram transformados em pedra. O time tem uma discussão e se desentende sobre o que fazer a seguir, resultando em metade dos heróis seguindo para uma cidade e a outra metade busca a solução para a maldição da cidade natal.
    É neste ponto também que o jogo deixa mais claro as possibilidades de multiplayer. Embora a opção de multiplayer estivesse disponível desde o momento que o segundo herói entra no time, realizar isto antes de completar a primeira quest se torna dispendioso e com pouco retorno positivo. Porém quando o jogador tem claramente a disposição 2 grupos de personagens (que mais à frente se unirão de vez) é que o multiplayer passa a ser vantajoso.
    4 Heroes of Light permite que outro possuidor de um Nintendo DS entre na aventura de um amigo ao emprestar um de seus quatro heróis (que irá substituir um dos heróis no ponto onde a aventura se encontra do jogador raiz) para outra pessoa via multiplayer. Não há restrições quanto a nível, ou onde o jogador que adentra no jogo se encontra (quão avançado na história ele está). Desde que ele possa emprestar o personagem (isso quer dizer que mesmo que no ponto da aventura um jogador não tenha aquele personagem disponível para jogar, ele ainda pode emprestá-lo para outro jogo), então ele pode se incluir na aventura de qualquer pessoa.
    Concluir uma etapa da história na aventura de outro jogador não isenta que a mesma etapa possa ser refeita no jogo original de alguém. Dessa forma, 2 jogadores podem passar pelas mesmas etapas da aventura 2 vezes (e, mais pra frente, 4 jogadores podem repetir uma etapa 4 vezes). Isso pode parecer desnecessário ou cansativo, mas o jogo tem grandes recompensas para quem o faz. Para começar, itens secretos e raros do jogo podem ser obtidos mais de uma vez, incluindo as armaduras e armas da luz (o que pode deixar um jogador ter os seus 4 heróis com a armadura da luz, quando jogando sozinho apenas 1 herói o terá). Jogar com outras pessoas também ajuda quando os membros da partida estão em pontos diferentes da história, assim aumentando a versatilidade das classes disponíveis (se alguém está mais a frente que você, quer dizer que tem mais classes para usar).
    O jogo multiplayer em si é o foco da diversão em 4 Heroes. Diferente de jogos como Diablo, Final Fantasy 4 Heroes of Light dá aos participantes do jogo a sensação de dividirem uma aventura no NES ou SNES, de jogarem lado a lado o mesmo Final Fantasy clássico. Perfeito para todo jogador que tiver fome por multiplayer.
    O enredo do jogo é divertido, porém nada excepcional. O sistema que força o jogador a carregar no máximo 15 itens (incluindo armas, equipamentos, livros mágicos e itens de cura – incluindo repetições) também pode ser devastador para um jogador acostumado as facilidades de série Final Fantasy. A dificuldade crescente do jogo e a demora pra encontrar classes interessantes também podem diminuir a tenacidade de um jogador em potencial. Mas nada disso afeta um jogo multiplayer. Nem as maiores dificuldades e os chefes mais apelões podem esmaecer qualquer diversão proporcionada por um multiplayer cara a cara. Este é, de fato, o maior destaque de Final Fantasy 4 Heroes of Light.
    Os gráficos utilizados no jogo são parecidos com os feitos para Final Fantasy III e IV no DS, porém as músicas misturam sons instrumentais e outros que relembram os clássicos “chip tunes” muito comum no NES/SNES. O jogo possui um design criativo e uma sensação única, ainda que evocando sempre que pode o passado do mundo dos jogos. Comparado a outros títulos da série, 4 Heroes of Light é consideravelmente mais difícil. Os últimos chefes do jogo são particularmente complicados de se vencer, em especial na última dungeon. De certa forma, 4 Heroes mais parece uma mistura de Final Fantasy e Dragon Quest.
    O jogo também é simples em sua interface e sistemas. Ao invés de usar MP para as habilidades e magias, o jogo faz uso de AP, ou Ability Point. Todos os personagens possuem cinco pontos em AP e esse valor é imutável ao longo do jogo, fazendo com que cada ação em batalha varie entre -1 (focus, para recuperar AP) e 5 (skills mais poderosas do jogo). O uso de magias é feito por livros, o que faz com que qualquer classe possa usá-las, porém as classes magas têm o melhor desempenho as usando, seja com aumento significativo do dano ou com a redução do custo de AP ao utilizar um livro mágico. Outras habilidades são nativas da classe, que pode ser evoluída até três vezes, concedendo uma nova habilidade por evolução.
    Além disso, em determinado momento do jogo, os personagens podem se tornar animais e navegar (e até mesmo lutar!) nessa forma. Se o jogador assim quiser, pode virar o jogo inteiro como animal (exceto em alguma parte que o exija na forma humana). A escolha da espécie é arbitrária e cada personagem tem a sua, sendo cachorro, gato, coelho e galo. Outros NPCs que entram e saem da equipe ao longo do jogo também dividem as mesmas raças (exceto Torte, que é um rato).
    Todas estas características já tornam o jogo bom o bastante, mas após o seu término, 4 Heroes of Light ainda pode entreter o jogador com funcionalidades parecidas com New Game+ e dungeons secretas e mais difíceis. Juntar amigos e se aventurar em suas terras é, de fato, o que torna tudo mais divertido, porém o jogo por si só já é interessante. Indispensável para qualquer fã da série, recomendado para fãs de RPG. Uma sólida experiência que pode vir a se tornar a sua melhor em multiplayer cooperativo em RPG.

Comentários extras:


  • A classe Ranger é uma das mais poderosas do jogo se bem conduzida.
  • Os quatro seguidores do Chaos, assim como o próprio último chefe (Chaos), recordam os chefes do primeiro Final Fantasy.




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