Título
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Alan Wake
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Série
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Alan Wake (?)
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Gênero(s)
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Horror/Action
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Console(s)
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Xbox 360
Microsoft Windows
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Publisher
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Microsoft
Game Studios
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Desenvolvedora
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Remedy Entertainment
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Rank pessoal
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10.2/12
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Personagem
favorito
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Alan
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Modo
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SP
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Inimigo mais
difícil
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Chainsaw Taken
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Ano de
lançamento
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2010
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Ano jogado
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2012
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Dificuldade
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Média
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Para uma experiência com jogos de
terror, Alan Wake prova ser um importante diferencial do gênero, simplesmente
por não usar zumbis como principais inimigos. Mas apenas fugir dos inimigos
mais comuns em jogos de terror não é o bastante para realmente escapulir dos
estereótipos e dos pré-julgamentos que muitos gamers podem fazer antes sequer
de verem uma sombra do jogo.
Nada
de zumbis mutantes, ou fantasmas, ou vampiros e lobisomens, ou aliens grotescos
e assustadores, Alan Wake se apoia num medo que sempre esteve ao lado de todos
esses elementos horripilantes nas histórias de terror e suspense. Bom, não
apenas um, mas o mais importante pelo menos: o escuro. E não somente o escuro
por si só, mas o que a escuridão traz consigo, quais temores se esgueiram nas
sombras, temores que pouco se importam se seus olhos estão ou não virados para
eles. Alan Wake tenta ensinar a seus jogadores desde o começo para não se
aventurarem no escuro sem alguma proteção, e qual proteção mais eficaz contra
as sombras do que a própria luz? Assim sendo, nunca se separe de sua lanterna!
Você vai precisar dela – o tempo inteiro –, pois aproximadamente por 12 horas
você não terá o sol para se proteger.
Mas
quem enfrentaria toda essa escuridão, para começar? O nome do jogo é um pouco
sugestivo, mas para quem não conseguir captar assim mesmo, vamos lá. Alan Wake
é o protagonista do jogo e, mais interessante do que isso, um escritor. Uma
história de terror na visão de um escritor, não um amador, mas um escritor
profissional com livros famosos e bem sucedidos, não é todo dia que se vê isso.
Dois anos atrás o senhor Wake planejou um novo livro que jamais começou a
escrever. Atordoado pelo trabalho cansativo e a falta de paz para mergulhar num
novo projeto, Alan propôs a sua esposa, Alice, umas boas e relaxantes férias
numa cidade do interior chamada Bright Falls.
Bright
Falls possui um cenário esplêndido, digno de um bom filme ou livro, e uma
cabana na beira do lago, de frente para uma cadeia de montanhas foi o pedacinho
de chão que Alan Wake conseguiu para fazer de descanso. Perfeito, não? Foi o
que ele achou, pobre Alan, não poderia estar mais enganado.
Alan
Wake retrata a visão de um pesadelo: perseguições, inimigos que parecem
imortais, mais fortes e rápidos do que você, cenários que se movem para
prendê-lo, etc. Às vezes envolvendo uma busca por algo ou alguém. No pesadelo
de Alan, ele deve encontrar sua esposa desaparecida. Após uma discussão na
beira do lago e de alguns minutos fora da cabana, o escritor percebe que sua
esposa passava por problemas e, ao tentar resgatá-la de um possível acidente,
Alan é jogado uma semana no futuro, num lugar bem, bem longe do lago onde
alugara a cabana e sem nenhuma pista do que estava atrás dele.
O
enredo do jogo aos poucos guia o jogador para a verdade, que tarda a ser
revelada mas não no último momento do jogo, ainda bem, pois o último momento do
jogo pode gerar certas frustrações a gamers, digamos, sem tanto poder
aquisitivo assim (pelo menos na versão do Xbox 360). O mistério e suspense do
jogo é posto em forma de livro, páginas e páginas de passado, presente e futuro
escritos sob o título que Alan Wake jamais começou a trabalhar. Os manuscritos
do livro são coletados ao longo da aventura e podem ser acessados quando
quiser. Essas páginas muitas vezes retratam acontecimentos presentes nos
momentos próximos ao que a página fora encontrada, dando ao jogador uma
perspectiva diferente da narrativa das situações vividas pelo escritor. Tudo
feito claro com a qualidade de um profissional, como um livro de verdade.
Porém
nem só de palavras é feita essa grande história, Alan Wake exibe cenas num
padrão semelhante a de um filme ou seriado. Jogos com cenas cinematográficas já
não são novidades faz muitos anos, mas a divisão das fases do jogo por
episódios e uma entrada em cada episódio contando um resumo do episódio
anterior, aliado a um encerramento de episódio com uma música tema diferente
para cada um deles, realmente dá ao jogador a sensação de estar, em algum
momento, assistindo um show na TV. É claro que o jogo faz muito bom uso dessa
sensação, e adiciona ao universo de Alan Wake, em dados momentos, a oportunidade
de o jogador ligar a TV e assistir programas de televisão durante a madrugada
turbulenta de Alan nos embates contra as sombras, programas esses de terror, só
para aumentar a tensão no ar. O mesmo acontece com os programas de radio,
embora estes não sejam de terror, ao menos.
Os
inimigos em Alan Wake são seres tocados pela escuridão, tomados por ela e
usados como instrumento de terror, prontos para capturar o escritor e qualquer
um que estiver próximo a ele. No inglês, estes seres são chamados de taken. A única forma de vencê-los é
destruindo a camada de escuridão que os protege (e que usam mesmo na calada da
noite), Alan Wake quase sempre faz isso com o uso de sua lanterna que, com o
passar do tempo, torna-se uma aliada indispensável e inseparável de Alan (e do
jogador, claro). Apesar de o número de tipos de inimigos não variar muito no
jogo, Alan Wake abusa das diversas situações possíveis em que o perigo pode
surgir. O cenário quase sempre é no meio da mata, onde a luz da lua faz as
sombras se moverem ao redor do escritor solitário e o confunde com os
movimentos silenciosos de seus perseguidores. O jogo é educado o bastante para
lhe avisar quando eles estão realmente se aproximando, mas a tensão existe do
mesmo jeito.
O
ambiente aberto e solitário ajuda bastante a aumentar a preocupação do jogador,
principalmente quando este é obrigado a passar por casebres apertados e
passagens estreitas, quase nunca sendo surpreendido com o pensamento “Eu sabia
que isso iria acontecer!”. Mas ainda que haja tais situações de perigo em
ambientes fechados, o destaque do jogo está nos belíssimos e detalhados
cenários abertos. Como qualquer jogo do gênero, Alan Wake faz bom uso da
iluminação e som para manter o jogador sempre em alerta. Essa iluminação posta
sobre cada rocha, cada árvore, cada arbusto, faz com que a escuridão tome uma
proporção muito maior, já que todos esses objetos projetam sombras ao seu redor
em tempo integral.
Após
um longo episódio de suspense e tensão enfrentando diversos inimigos e perigos,
o jogador é recompensado com uma ótima cutscene sucedida de uma música de
encerramento. A imagem é a mesma sempre, enfatizando o título do jogo e lhe
dando um aspecto de programa de TV, mas mesmo que o título pudesse gerar algum
medo no jogador, ele provavelmente estaria muito satisfeito ao vê-lo, podendo
finalmente descansar enquanto o episódio termina tranquilamente. Mesmo quando o
jogo cansa um jogador com o tamanho de seu episódio, o final deste
provavelmente lhe deixará curioso com a continuação da história.
O
único real problema com Alan Wake (pelo menos na versão do Xbox 360) é que o
final do jogo se mostra muito parcial, incompleto, deixando uma série de
dúvidas na mente dos jogadores. Para saber o final, é preciso baixar os dois
últimos episódios DLC. Pelo menos os jogadores no PC não terão esse problema,
apesar de terem esperado quase dois anos para receberem a versão definitiva do
jogo rodando na plataforma Microsoft em computadores. Acontece que, mesmo com
os capítulos extras, Alan Wake não possui um final satisfatório para quem busca
todas as respostas do jogo (e algumas bem importantes, quanto ao objetivo do
escritor).
Alan
Wake é um grande jogo, mas para ser apreciado por inteiro, é sugerido que os
jogadores gostem de uma boa história, com uma narrativa surpreendente e uma
atmosfera viciante. Alan Wake é como um livro, ele conta uma história e, caso o
jogador queira apenas atirar num monte de inimigos, é sugerido outro jogo do
gênero. Mesmo para jogadores que nunca tiveram contato real com um jogo de
terror, Alan Wake é digno de ser pelo menos testado, é um jogo que todo gamer
de verdade deveria pelo menos dar uma longa espiada, por que quem sabe um dia
você também não precise enfrentar o escuro?
Comentários Extras:
- Uma das bandas que participa da trilha sonora do jogo, Poets of The Fall, já havia participado de outras trilhas de jogos da mesma produtora, incluindo uma de suas músicas na série Max Payne.
- Poets of The Fall é responsável pela música “The Poet and the Muse”, tema do episódio 5 e parte do enredo do jogo. A banda atendeu pelo nome fictício The Old Gods of Asgard para tocar essa música no jogo.
- Alan Wake demorou em torno de 5 anos para ser produzido, tempo incomum para os padrões de hoje.
- O jogo teve como sua principal inspiração de enredo os livros de Stephen King, e é possível traçar semelhanças também com o filme Janela Secreta.
Fonte da imagem: geekmaker.wordpress.com

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